Ordem do Dia 23/04/26
Marco Antônio Andere Teixeira faz uma breve análise sobre fatos do dia
Esta coluna apontou a falta de seriedade, ou o viés puramente político, do sistema de repressão aos imigrantes nos EUA.
A face trágica desse imbróglio seria a execução de dois cidadãos norte-americanos, pela Agência de repressão aos imigrantes (o ICE), em Mineápolis, capital de Minnesota. Foram executados por terem protestado contra a prisão de imigrantes.
A face irônica, dessa mesma síndrome, seria a prisão, e depois soltura, do ex-deputado Ramagem nos EUA. Nessa oportunidade, Ramagem teve seu dia de Cesare Battisti.
E Lula terá que engolir esse fato, experimentando a mesma pílula amarga que ministrou ao governo italiano.
Que teve seu Judiciário menosprezado pelo então governo Lula 2, que acolheu o criminoso condenado na Itália, Battisti, via ato presidencial.
Vemos, nesse último episódio, por sua vez, o Judiciário (e o governo) brasileiros, humilhados pela ação do governo Trump.
Que além de acolher o criminoso Ramagem, expulsou, dos EUA, o delegado brasileiro que auxiliou na prisão do ex-deputado.
Usando de um argumento enganoso, de que o brasileiro teria "driblado" a polícia dos EUA, para esta realizar uma prisão regular. Jogaram futebol? Homessa!
Pouco importa se os defensores de ambos os criminosos condenados, Battisti ou Ramagem, afirmem sua inocência.
O fato seria que houve uma ação política internacional, solapando a autoridade de dois sistemas Judiciários ocidentais, o italiano e o brasileiro, supostamente instalados em Estados democráticos de direito.
Ato cometido por outro Estado, supostamente do mesmo tipo. No caso, o Brasil agravou a Itália e os EUA solaparam o Brasil. Há alguma coisa errada por aí. O que seria?
De plano, os principais protagonistas pelo acontecido têm perfil semelhante: Trump e Lula.
Ambos seriam egocêntricos, narcisistas, com pendências na Justiça, administrativamente irresponsáveis, falastrões, e atualmente enfrentam rejeição na faixa dos 50%.
Trump à frente, com 62% de rejeição, nos EUA. Com um agravante, para o americano: biruta como ele só.
A partir dessa constatação, a avaliação é livre. Permite, entretanto, verificar o quanto um determinado governo se parece com seu presidente.
Apesar das leis, sistemas ou instituições que organizem o Estado. Seria sua "marca autoral", doa a quem doer.
* Marco Antônio Andere Teixeira é historiador, advogado, cientista político (UFMG), pós-graduado em Controle Externo (TCEMG/PUC-MG), Direito Administrativo (UFMG) e Ciência Política (UFMG). E-mail: marcoandere.priusgestao@gmail.com
Qual é a Sua Reação?
Curtir
1
Não Curtir
0
Amei
0
Engraçado
0
Bravo
0
Triste
0
Uau
0


