Ordem do Dia 11/05/26
Marco Antônio Andere Teixeira faz uma breve análise sobre fatos do dia
Em delírio, é possível imaginar Daniel Vorcaro no papel de Silvio Santos. Apresentando, num auditório iluminado, um programa de escândalos.
Poderia, também, ser o proprietário de um daqueles "ônibus dos horrores", que percorriam o interior do Brasil, no passado, apresentando seres extraordinários: uma cobra de duas cabeças, um bode com semblante humano, enguias que acendiam lâmpadas, dentro de um tanque, uma mulher barbada, que também se transformava em gorila e por aí vai.
No caso do ônibus das "maravilhas" de Vorcaro, a principal atração apresentada seria sua performance, como serpente bíblica do Paraíso.
Seduzindo a mulher de um herói togado, um "Adão" defensor da democracia, com um polpudo saco de maçãs.
Com cerca de 130 milhões de suculentas unidades... Depois oferecidas pela "Eva" jurídica ao tolo Adão.
O desfecho seria a expulsão do casal do Paraíso, também chamado STF, sem toga, sem contrato, sem maçãs, sem moral. Infernal.
Parte dessa performance ficaria a cargo de uma ululante e descelebrada patrulha petista. Portando cartazes dizendo "odiamos Malu Gaspar: porque ela faz seu trabalho jornalístico".
Defenderiam, assim, seu herói, o ministro indicado ao Paraiso por seu pior adversário, Michel Temer.
Aquele que passou rasteira na Dilma Roussef: irônico. A patrulha desfilaria gritando: "me bate, me cospe, me chuta, essa é nossa luta".
Numa versão mais alegre do delírio, teríamos o programa de auditório de Vorcaro.
Realizado na companhia de suas colegas de trabalho, lindas modelos nuas do Leste Europeu (uau!). Haveria, então, a apresentação de seus "jurados".
Cantando "é coisa nossa", viriam ao palco ministros e ex-ministros, diretores do Banco Central, pastores, padres, magistrados da Suprema Corte, ministro do TCU, deputados, senadores, "influencers" e celebridades, em geral.
Poderia se chamar "Programa de auditório da mãe Joana", um show de tolerância!
Num local onde os pecados, de todo tipo, seriam devidamente valorizados. E repetidos, indefinidamente, sem culpa. É nóis.
* Marco Antônio Andere Teixeira é historiador, advogado, cientista político (UFMG), pós-graduado em Controle Externo (TCEMG/PUC-MG), Direito Administrativo (UFMG) e Ciência Política (UFMG). E-mail: marcoandere.priusgestao@gmail.com
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