Prefeitura pagou R$ 62,8 milhões em restos a pagar no primeiro trimestre
Secretaria cita ajuste no fluxo de caixa para priorizar salários
Poços de Caldas (MG) - A Prefeitura enviou à Câmara um balanço detalhado sobre a execução financeira dos "restos a pagar" - despesas empenhadas no ano anterior e transferidas para o orçamento atual.
Segundo o documento, assinado pelo secretário de Gestão Financeira, Alexandre Lino Pereira, o município iniciou o ano de 2026 com um montante de R$ 119.134.049,72 em dívidas pendentes do exercício de 2025.
O relatório é uma resposta ao requerimento nº 887/2026, de autoria da vereadora Meiriele Maximino (União), que solicitou transparência sobre o cronograma de quitação desses débitos.
Execução e saldos
De acordo com os dados oficiais atualizados até o dia 31 de março de 2026, a administração municipal efetuou o pagamento de R$ 62.860.514,49.
Desse total, a maior parte (R$ 58,5 milhões) refere-se a restos a pagar processados - aqueles em que o serviço ou produto já foi entregue e a nota fiscal conferida.
Outros R$ 4,3 milhões correspondem a restos a pagar não processados. Atualmente, o saldo devedor que permanece pendente de pagamento é de R$ 56.273.535,23.
A Secretaria de Gestão Financeira destacou que os valores referentes às obrigações patronais não serão quitados diretamente no fluxo ordinário, mas devem ser incluídos em parcelamentos de débitos junto à Receita Federal do Brasil.
Cronograma
Questionada sobre a previsão de quitação do saldo restante, a Secretaria informou que não há um cronograma fixo.
A justificativa apresentada é a necessidade de um ajuste temporário no fluxo de pagamentos para garantir a continuidade de serviços públicos e o cumprimento de despesas obrigatórias.
"Em razão da necessidade de priorização de despesas como folha de pagamento, vale-alimentação dos servidores e serviços essenciais, tornou-se necessário um ajuste, preservando a continuidade dos serviços", explicou o secretário Alexandre Lino Pereira no documento.
A Prefeitura reiterou que os valores remanescentes serão liquidados conforme a disponibilidade de caixa (erário).
Um demonstrativo analítico com a relação de todos os fornecedores e credores foi anexado à resposta enviada ao presidente da Câmara, vereador Douglas Dofu, para análise dos parlamentares.
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