Editorial 24/06/26

Confira a opinião de hoje do Jornal da Cidade

24 Jun, 2026 - 09:49
Editorial 24/06/26

O retorno da Festa Uai ao seu lugar de origem 

A realização da 43ª edição da Festa Uai, marcada para o período de 9 a 13 de setembro, traz uma mudança que atende a uma reivindicação antiga de moradores e comerciantes. 

O retorno do evento para o espaço localizado atrás do Palace Hotel, na Praça Pedro Sanches, corrige um erro histórico que descaracterizava a festividade ao transferi-la de seu endereço tradicional.

A permanência da festa em seu local de origem é um fator de identidade que não pode ser ignorado pelos administradores públicos.

A presença da Festa Uai no espaço central de Poços de Caldas mantém viva a memória coletiva da população.

A arquitetura dos jardins centrais e os prédios his-tóricos do Palace Hotel e Thermas Antonio Carlos formam o ambiente onde a festa nasceu e se consolidou.

A transferência do evento para outros pontos da cidade em anos anteriores reduziu o fluxo de público e enfraqueceu a ligação com a história local.

Esse tipo de deslocamento desorganiza a estrutura da festividade, afasta o morador e prejudica a experiência do visitante que busca a autenticidade mineira que a Festa Uai tão bem soube conservar.

É muito bem-vinda a informação de que o evento volta novamente à Praça Pedro Sanches.

Entidades representativas, como o Sindicato dos Hotéis de Poços de Caldas, já se manifestaram favoravelmente à festa no local.

O setor de turismo e o comércio poços-caldense necessitam de um calendário estável para planejar investimentos e contratações.

Eventos culturais que mudam de endereço ou sofrem alterações bruscas de datas perdem credibilidade no segmento turístico, que não abrem mão da previsibilidade como forma de planejamento de suas ações. 

A regularidade anual da festa, mantida no mesmo local e em período próximo à data original, cria um hábito de consumo e consolida o município como destino preferencial.  

O Centro da cidade possui infraestrutura urbana capaz de receber o público sem a necessidade de deslocamentos complexos por parte de visitantes e mesmo moradores.

Essa atividade gera receita direta para o setor de serviços da cidade e para as entidades que conduzem as barracas.  

O resgate do local tradicional demonstra uma compreensão correta sobre o papel do patrimônio imaterial no desenvolvimento urbano.

Festas populares não são apenas entretenimento temporário, mas ferramentas de preservação da história de uma comunidade.

A música de raiz e o artesanato local precisam ocupar os espaços públicos nobres da cidade para não perderem o contexto histórico. 

A Prefeitura acerta ao garantir que a organização do evento respeite o passado da cidade e realize o evento no local. 

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