Geraldo Thadeu relembra gestão e faz balanço de sua trajetória política
Ex-prefeito revela convite para voltar a ser candidato a deputado
Em entrevista concedida ao programa "Alta Definição", da TV Plan, nesta quarta-feira, 8, o ex-prefeito e ex-deputado federal Geraldo Thadeu (PSB) fez um balanço de sua trajetória pública e sinalizou um possível retorno às urnas.
Atualmente dividido entre Poços de Caldas e Brasília, o político revelou que tem sido incentivado pelo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSB), a disputar novamente uma cadeira na Câmara dos Deputados no próximo pleito.
“Hoje, saindo de cirurgias, eu diria que não, mas daqui a dois meses a gente pode mudar de posição”, afirmou Thadeu, que recentemente passou por procedimentos de saúde.
O ex-prefeito destacou sua lealdade a Pacheco, afirmando que o acompanhará caso o senador decida concorrer de fato ao Governo de Minas Gerais.
Herança maldita e reforma administrativa
Ao recordar seu mandato como chefe do Executivo local (1997-2000), Geraldo Thadeu descreveu um cenário de austeridade.
Segundo ele, a Prefeitura foi assumida com graves problemas financeiros, o que exigiu uma reforma administrativa "dura e pesada" após o primeiro biênio.
A reestru-turação incluiu a redução de 18 para 12 secretarias e o corte drástico de cargos de confiança - de 90 para 25 postos.
“Minha base política foi duramente atingida, mas era o caminho para equilibrar as finanças. Entreguei o caixa cheio para o meu sucessor”, pontuou.
Geraldo também relembrou a histórica eleição em que venceu Paulo Tadeu por apenas 34 votos, classificando a reação do adversário como uma dificuldade em "absorver a derrota".
Bastidores da CPI do Mensalão
Com três mandatos como deputado federal no currículo, Thadeu destacou sua atuação em nove Comissões Parlamentares de Inquérito, com ênfase na CPI do Mensalão.
O ex-parlamentar relatou ter sido um dos responsáveis por fornecer informações cruciais sobre o operador Marcos Valério.
De acordo com o relato, Valério teria oferecido auxílio financeiro para sua reeleição através de esquemas de publicidade e eventos esportivos, proposta que Thadeu afirma ter rejeitado prontamente.
"A mesma ação que ele tentou comigo em Belo Horizonte, ele fez com o governo federal. Foi aí que pegaram o pessoal do PT e o dinheiro da Petrobras", relembrou.
Críticas ao cenário estadual e municipal
O ex-prefeito não poupou críticas à gestão de Romeu Zema (Novo). Para Thadeu, o atual governador falhou na responsabilidade fiscal ao permitir que a dívida do Estado saltasse de R$ 160 bilhões para quase R$ 200 bilhões.
“Não vejo entregas do Zema no Sul de Minas nesses oito anos. O pedágio a R$ 15 é uma das poucas coisas que 'aconteceu'”, lamentou.
Sobre a atual administração de Poços de Caldas, comandada por Paulo Ney (PSD), ele traçou um paralelo com o início de seu próprio governo, citando escassez de recursos e dívidas.
Ele manifestou preocupação com a falta de obras estruturais de logística e trânsito na cidade, mas reforçou o tom institucional: “Política se luta até o dia da eleição, depois é deixar o prefeito trabalhar”.
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