Sérgio Azevedo classifica reprovação de contas como “decisão política”

Ex-prefeito afirma que parecer técnico do TCE avalizou sua gestão

Mar 26, 2026 - 07:44
Sérgio Azevedo classifica reprovação de contas como “decisão política”

Poços de Caldas (MG) - Em entrevista concedida ontem, 25, ao programa Jornal da Manhã, da Rádio Jovem Pan Poços de Caldas, o ex-prefeito Sérgio Azevedo (PL) reagiu à decisão da Câmara Municipal que, na noite anterior, rejeitou suas contas referentes ao exercício de 2024.

Por 12 votos favoráveis ao relatório de reprovação e apenas três contrários, o Legislativo contrariou o parecer técnico do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MG), que havia recomendado a aprovação da gestão financeira do último ano de mandato do ex-prefeito.

Durante a entrevista, Sérgio classificou a votação como um movimento estritamente político e garantiu que a decisão não altera seus planos de disputar uma vaga na Câmara dos Deputados no pleito de outubro deste ano.

"Respeito a decisão da Câmara, mas a competência técnica real é do Tribunal de Contas, que aprovou nossas contas sem ressalvas após passar por equipes técnicas e pelo Ministério Público de Contas", pontuou.

Defesa técnica e convênios da Saúde
Um dos pontos centrais que fundamentaram o relatório de rejeição na Câmara foi um parecer jurídico da própria Prefeitura, que apontava supostas irregularidades em contratos da Secretaria de Saúde, especificamente no convênio com uma empresa de Salto de Pirapora.

Sérgio Azevedo rebatou as críticas, afirmando que o documento citado pelos vereadores é "genérico" e não aponta má-fé ou dano ao erário.

Segundo ele, o modelo de parceria é indispensável para a gestão pública atual.

"Não me arrependo do convênio. É impossível gerir a saúde de uma cidade do porte de Poços sem esse modelo. Havia nove membros fiscalizando e nada era pago sem a validação da controladoria", defendeu.

O ex-prefeito reiterou que as divergências levantadas pelo Legislativo tratam de "formalidades administrativas" já superadas pela análise do TCE, e não de desvio de recursos.

Relação com o PL e o atual governo
Questionado sobre os riscos à sua elegibilidade, ele demonstrou confiança na reversão do caso judicialmente e descartou a perda de legenda no Partido Liberal (PL).

Ele relatou ter mantido conversas com o presidente estadual da sigla, o deputado federal Domingos Sávio, que teria garantido o apoio à sua pré-candidatura.

"Se eu estivesse sendo acusado de roubo, seria diferente. Estou sendo acusado de formalidades", afirmou. Sobre o voto favorável à reprovação vindo do vereador Alif Jimenes, correligionário de partido, Azevedo minimizou o impacto.

"A política é dinâmica e o vereador tem sua liberdade", apontou. O ex-prefeito também aproveitou o espaço para negar rumores de rompimento com o atual prefeito, Paulo Ney (PSDB), seu sucessor.

Sérgio afirmou que Paulo Ney participou ativamente da articulação de sua ida para o PL e destacou que a Procuradoria Geral do Município fez uma defesa firme de suas contas durante o processo na Câmara.

Ao projetar 2026, ele disse que seu foco é atuar como "um elo" para a região em Brasília. "Sinto o abraço do povo nas ruas. Essa perseguição ocorre porque fui o primeiro prefeito a se reeleger e fazer um sucessor na história da cidade", concluiu o ex-prefeito.

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