Rodrigo Pacheco descarta candidatura ao governo de Minas
Senador optou por não concorrer nas eleições de outubro
O presidente nacional do PT, Edinho Silva, confirmou publicamente que o senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) não disputará o governo de Minas Gerais nas eleições de 2026.
A declaração do dirigente partidário encerra meses de especulações e tentativas de convencimento por parte do Palácio do Planalto, que via em Pacheco o principal palanque de centro-esquerda no segundo maior colégio eleitoral do país.
De acordo com o presidente do partido, a decisão partiu do próprio parlamentar, que preferiu declinar do convite.
Diante da recusa, o PT e os partidos aliados em Minas Gerais já iniciaram articulações formais para desenhar uma nova estratégia majoritária.
"Infelizmente, ele optou por não ser candidato. Nós reabrimos o diálogo em Minas Gerais e estamos conversando com várias lideranças no estado. Eu tenho certeza de que vamos construir uma candidatura forte e um palanque forte para o presidente [Lula] em Minas", afirmou Edinho Silva em entrevista.
Impactos e novos cenários
A desistência de Pacheco mexe no tabuleiro político mineiro.
Sem o senador na disputa, o Partido dos Trabalhadores estuda opções internas e alianças de coalizão para enfrentar o grupo do atual governador, Mateus Simões, indicado como o sucessor de Romeu Zema (Novo), e os nomes do campo da direita, como o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), cotado para receber o apoio do PL.
Entre as alternativas de bastidores monitoradas pela cúpula governista, figuram:
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Alexandre Kalil (PDT): o ex-prefeito de Belo Horizonte, que disputou a última eleição ao governo mineiro com o apoio de Lula, volta a ganhar força como um dos nomes competitivos para aglutinar a frente ampla.
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Marília Campos (PT): a prefeita de Contagem vinha sendo ventilada internamente para a disputa executiva, mas uma ala da legenda avalia poupá-la para a concorrência a uma vaga no Senado, minimizando os riscos de desgaste.
- Josué Alencar: o empresário é filho do ex-vice presidente de Lula nos dois primeiros mandatos e tem sido citado, sobretudo pela capacidade de diálogo com diferentes setores, embora ainda haja dúvidas sobre sua viabilidade eleitoral no curto prazo.
Por outro lado, o futuro profissional de Rodrigo Pacheco segue indefinido. Aliados próximos ao senador avaliam desde uma indicação para o Tribunal de Contas da União (TCU) até a transição definitiva para a iniciativa privada no setor jurídico.
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