Ordem do Dia 16/05/26
Marco Antônio Andere Teixeira faz uma breve análise sobre fatos do dia
Falando com grande conhecimento de causa, Lula sentenciou: "o envolvimento de Flávio Bolsonaro com Daniel Vorcaro é caso de polícia". De fato. Lula sabe muito bem o que seria isso.
Flávio tem perfil para se tornar o próximo "chave de cadeia" da família. Tem um irmão foragido, o pai preso e uma "folha de serviços" considerável.
Acusado de envolvimento com milicianos cariocas, "rachadinhas", compras suspeitas de imóveis e proprietario de uma loja de chocolates altamente "rentável", Flávio Bolsonaro envolveu-se com o mega bandidão Vorcaro. O maior.
Colecionador de belas mulheres e outros aviões, o homem manipulou igrejas, bancos e autoridades. Passando por bicheiros e pelo crime organizado. De fato, Vorcaro é único.
Entretanto, falta a esse contexto alguma perspectiva. O financiamento do filme sobre Bolsonaro seria apenas pano de fundo.
Não seria de se estranhar uma pessoa com a reputação (e a estirpe) de Flavio Bolsonaro se associar a Vorcaro.
Tal como dizem: "um gambá cheira o outro". Mas o que fariam ministros do Supremo, e suas esposas, nessa companhia? Ensinando "ética" (compliance) a Vorcaro?
Cuidando da salvação de sua alma? Via contrato de 130 milhões de reais? Poisé.
Atiram em Flávio, expondo as "qualidades" de Vorcaro. Enfantizando seus crimes, sua periculosidade e seu comportamento mafioso, disseminado até às facções criminosas.
Entretanto, em algum momento, virá a pergunta: o que faziam supremas autoridades do STF nessa seara? E ministro do TCU?
Diretores do Banco Central? Policiais federais? Ou outras altas autoridades da República? Difícil responder. E talvez impossível de aceitar.
A síndrome engendrada pelo escândalo do Banco Master, e seu principal personagem, mostra um fenômeno sociológico somente visto nos narco-Estados.
Uma lógica delinquente formatando o funcionamento institucional. De alto abaixo. Horror. O que fazer?
Na história, mais de uma vez, fizeram essa pergunta. Algumas respostas ecoam até hoje, vindas da França e de sua Bastilha.
Ou da Rússia, banhada pelo sangue da família do Czar. Soluções emblemáticas e assustadoras. Será possível?
* Marco Antônio Andere Teixeira é historiador, advogado, cientista político (UFMG), pós-graduado em Controle Externo (TCEMG/PUC-MG), Direito Administrativo (UFMG) e Ciência Política (UFMG). E-mail: marcoandere.priusgestao@gmail.com
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