Editorial 28/08/25
Confira a opinião de hoje do Jornal da Cidade
O desafio de fiscalizar os fundos públicos municipais
A opacidade na gestão dos fundos públicos volta chamar a atenção em Poços de Caldas, desta vez com foco no Fundo Municipal do Esporte.
O pedido de informações do vereador Tiago Mafra (PT), aprovado na sessão ordinária de terça-feira, 26, expõe um problema crônico: a falta de clareza sobre o destino do dinheiro do contribuinte.
Os questionamentos sobre pagamentos recorrentes a mesmos fornecedores, transferências sem justificativa e a baixa execução orçamentária do fundo apontam um cenário já conhecido na cidade.
A situação atual remete ao escândalo dos R$ 33 milhões do Fundeb, cujo paradeiro a Prefeitura ainda não conseguiu explicar de forma satisfatória aos vereadores e nem à sociedade.
A repetição desse padrão, em fundos diferentes, levanta um sério alerta sobre a vulnerabilidade dos mecanismos de controle.
A falta de transparência não é um incidente isolado, mas um sintoma de um sistema de fiscalização ineficaz.
Sem mecanismos robustos para auditar e monitorar o uso dos recursos, a gestão municipal se torna um labirinto de dúvidas, alimentando a desconfiança da população.
O Executivo tem a obrigação de dar respostas claras e detalhadas aos questionamentos do Legislativo e da sociedade. A prestação de contas não pode ser um ato de cortesia, mas sim um dever inegociável.
A falta de explicações sobre a gestão dos fundos municipais não apenas compromete a credibilidade da administração, mas também minam a confiança da população.
É urgente que a Prefeitura mude de postura e adote uma gestão pautada pela transparência e responsabilidade.
É fato que existe uma grande fragilidade no sistema de tecnologia de informação da Prefeitura.
Além do desencontro de informações como é o caso dos fundos citados, há que se ressaltar também o ataque hacker ocorrido em outubro passado, que gerou um apagão de dados e deixou a administração municipal literalmente no escuro.
Qual é a sua reação?



