Ordem do Dia 06/05/26
Marco Antônio Andere Teixeira faz uma breve análise sobre fatos do dia
Conforme antecipado nesta coluna, o assunto Messias corre aos ventos. Não é para menos.
A derrota do lulismo, ao tentar emplacar mais um ministro, no STF, pode significar seu ocaso.
Até porque, a essa derrota seguiu-se outra, com a diminuição da pena dos amalucados golpistas, condenados à prisão.
Entretanto, as reações do sistema de governo parecem ir além: se aproximam de melancólicos estertores de fera ferida.
Onde até o apadrinhado, rejeitado pelo Senado, ruge impropérios. Messias se arvora em protagonista traído.
Não é nem um, nem outro. Seria apenas um objeto descartado, no jogo bruto do poder.
Mas não se conforma: segundo o site Metrópoles, Messias deseja uma conversa "cara a cara" com Alexandre de Moraes. A propósito de que?
Moraes tem sido acusado de ter ajudado a "roubar o pirulito" do menino Messias. E daí?
Não basta demonizarem o Alcolumbre, presidente do Senado? Seria o "cão"? Messias tretou até com Flávio Dino que, por hora, dá show de eficiência e honradez no STF. Homessa...
Mas não para por aí a choradeira, o vitimismo, o arrivismo ou a não aceitação do resultado, após a goleada.
Aplicada segundo as regras, diga-se. Falaram em "vingança" e Messias denuncia um "golpe" contra si.
Como se o autointitulado "servo de Deus" fora uma instituição, a ser preservada no panteão da civilização humana. Fofo.
Messias não se enxerga. Servidor de carreira, avesso ao risco, burocrata vocacionado, surgiu ao público como "Bessias", o garoto de recados de Dilma Roussef.
Falhou naquela ocasião, empenhado em evitar a prisão de Lula. Rejeitado no Senado, falhou novamente.
A cantilena petista, que acusa "golpe" sempre que se vê contrariada, tornou-se a bandeira de Messias e mostra o que ele é: mais um militante nervoso.
Sem estatura para compor a Suprema magistratura, já povoada por ministros "meia boca". Lula escolheu errado, demonstrando grande miopia. Agora, como sempre, buscam culpados.
A acusação de Messias, classificando de "golpe" a votação do Senado da República, nos lembra o chororô no impeachment de Dilma, com a mesma indignidade.
Prometem "terra arrasada" contra adversários. Messias se julga protagonista e exige satisfação.
Se propõe um verdadeiro César, emboscado no Senado romano nos "idos de março".
Esse "servo de Deus", a espera do arrebatamento divino, mais parece menino mimado. Se julga um predestinado. Ridículo. Promete dar o troco, mas apenas passa recibo.
* Marco Antônio Andere Teixeira é historiador, advogado, cientista político (UFMG), pós-graduado em Controle Externo (TCEMG/PUC-MG), Direito Administrativo (UFMG) e Ciência Política (UFMG). E-mail: marcoandere.priusgestao@gmail.com
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