Vereadores defendem a demolição da estrutura elevada do Monotrilho
Moção aprovada na Câmara pede que Prefeitura tome providências
Poços de Caldas (MG) - A Câmara de Poços aprovou a Moção de Apelo nº 32/2026, direcionada ao prefeito Paulo Ney (PSD), que solicita a avaliação técnica, financeira e jurídica para a demolição completa da estrutura elevada do monotrilho.
O documento defende que a retirada do equipamento é necessária devido ao desgaste estrutural, aos riscos de acidentes e à falta de viabilidade de projetos de reativação após décadas de paralisação.
De acordo com o texto da moção, as tentativas anteriores de conceder, terceirizar ou revitalizar o sistema de transporte urbano flutuante foram infrutíferas.
Os parlamentares que subscrevem o pedido argumentam que a permanência das vigas e pilastras gera despesas constantes de conservação para o município, sem contrapartida de utilidade pública, além de provocar insegurança decorrente do receio de queda de pedaços de concreto em vias movimentadas.
A proposta sugere que os materiais derivados da eventual demolição, como o concreto triturado, recebam destinação utilitária direta na infraestrutura rural do município, servindo como cascalho para o revestimento e manutenção de estradas de terra que sofrem com desgaste periódico.
O pedido do Legislativo, no entanto, propõe a separação entre a linha elevada e o patrimônio imobiliário do sistema.
A moção orienta que as antigas estações ferroviárias do monotrilho sejam preservadas e integradas a estudos de concessão ou parcerias público-privadas (PPPs).
A intenção é que esses prédios recebam investimentos da iniciativa privada para exploração comercial, turística ou cultural, gerando receita e emprego.
O documento ressalta que o projeto, embora tenha representado uma promessa de inovação no setor turístico quando idealizado, tornou-se um problema de ordenamento urbano.
O texto aponta ainda problemas de segurança pública no entorno da estrutura desativada, como a ocupação irregular de espaços e pontos periféricos propensos a atividades ilícitas.
A Prefeitura ainda não se manifestou oficialmente sobre a viabilidade dos estudos solicitados.
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