Vereadora diz que prefeito minimiza denúncias graves no DMAE
Meiriele Maximino rebateu Paulo Ney, que chamou denúncias de "fofoquinhas"
Poços de Caldas (MG) - A vereadora Meiriele Maximino (União) utilizou a tribuna da Câmara Municipal na sessão ordiária de ontem, 14, para intensificar as denúncias contra a gestão do Departamento Municipal de Água e Esgoto (DMAE) e confrontar diretamente o Poder Executivo.
A vereadora declarou estar trazendo "fatos" e "provas" sobre uma série de irregularidades no DMAE. Meiriele apontou que o DMAE tem registrado picos de 150, 200 e até mais de 300 horas extras mensais, algo considerado "completamente fora da realidade de qualquer órgão público".
A parlamentar afirmou que o aumento das horas extras, especialmente em serviços não essenciais, começou após o atual diretor-presidente Paulo César Silva assumir o cargo em 2018.
Ela citou que há "holerites, folhas de ponto, provas" que mostram servidores recebendo "mais de R$ 100 mil em oito meses".
Rebate ao prefeito
A vereadora reagiu a declarações recentes do prefeito Paulo Ney (PSD), que teria tentado "minimizar todas as provas" e chamado o trabalho de fiscalização da Câmara de "fofoquinha".
Meiriele rebateu o argumento de que os gastos elevados com horas extras seriam causados pela falta de servidores no DMAE.
Ela disse ter utilizado dados do Portal da Transparência para desmentir essa alegação.
Segundo a vereadora, o número de funcionários no DMAE aumentou consideravelmente nos últimos anos, passando de uma situação de "números razoáveis dentro do aceitável" para um aumento que em 2023 já somava "mais de 30 funcionários a mais" do que na época anterior, o que, para ela, "cai" o argumento da falta de pessoal.
Meiriele Maximino concluiu seu discurso acusando a gestão de ter "perdido o controle sobre os gastos pessoais".
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