Subnotas 15/08/25
Na coluna Subnotas, Daniel Souza Luz fala de política com humor e de humor com política
PÚBLICO E PRIVADO
O tal do Hugo Ribeiro do Rego botou água no próprio chope.
PADRÃO
Castelo de Cartas, Santa Casa de Salto de Pirapora, tablets à preço de ouro. Empreendedorismo no lugar errado não acaba bem.
QUIPROCÓ
Não surpreende-me a notícia sobre troca de empurrões entre charreteiros e defensores dos animais na câmara municipal. Isso é resultado das idas e vindas do poder executivo, cuja incompetência (de todos os prefeitos que passaram pelo cargo) deixou essa panela de pressão cada vez mais perto de explodir. O projeto que lei que prevê indenização e o fim do serviço chega tarde demais.
REPETINDO-ME
Em um artigo intitulado Charretes e o Anacronismo Galopante, escrito em 2014 e publicado no Jornal da Mantiqueira em maio de 2018 depois de uma atualização, eu já alertava que os charreteiros precisam mais do que indenização: precisam de capacitação para garantia da empregabilidade e sustento de suas famílias. Ou, acrescento agora, linhas de crédito para a compra das tais carruagens elétricas.
VIRTÚ
Posto isto: o serviço de charretes puxadas por cavalos tem que acabar. Passou demais da hora. É mera falta de vontade política. Basta observar como a segunda gestão de Sérgio Azevedo (PSDB, mas possivelmente logo no PL) simplesmente tratorou carrinhos de lanche na Alameda Poços. Não que isso tenha sido bom, mas demonstra como aquela administração elencava prioridades.
MÃO DE OBRA
Só sei de uma coisa: pelo visto ninguém quer puxar riquixás.
TUK-TUK
Falando sério: na verdade, essas carruagens elétricas que mencionei são ridículas. Essa breguice é bem a cara da Citur e das duas administrações municipais anteriores e da atual, que têm tara por um passadismo elitista. É uma pena que os veículos tuk-tuks não tenham pegado aqui para o transporte de turistas. Para quem não sabe, aliás: em outros países de língua portuguesa eles são chamados de autorriquixás. Acabei de ficar sabendo.
CAMPANHA
Aquela campanha com os adesivos “Turista consciente não anda de charrete” foi muito pertinente. Uma das justificativas para a permanência do serviço é que turistas vêm de longe e crianças querem é andar na charrete, porque desejam que os cavalos puxem-nas. Até aí tem criança que quer explodir tudo ao redor delas, mas ninguém vai lhes dar ouvidos.
* Daniel Souza Luz é jornalista, escritor e revisor. E-mail: danielsouzaluz@gmail.com
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