Ordem do Dia 28/04/26

Marco Antônio Andere Teixeira faz uma breve análise sobre fatos do dia

28 Abr, 2026 - 14:57
Ordem do Dia 28/04/26

O que foi expresso, reiteradas vezes, na Ordem do Dia foi percebido e explorado pela campanha presidencial de Zema: o STF é a bola da vez.

O ex-governador mineiro atacou frontalmente o Tribunal e foi contra-atacado por Gilmar Mendes.

O ministro investiu com sua tradicional postura "simpática": boi marruá do Pantanal, de beiço caído. Dessa vez, errou na dose. 

Além de solicitar que a crítica ao STF fosse objeto do inquérito das "fake news" (aquele que não tem fim), insinuou a homossexualidade de Zema, entre outras considerações críticas, políticas e administrativas (essas procedentes).

Mas teve que recuar e pedir desculpas. Prevaleceu a questão sexual e o mal gosto decorrente. Bola fora. Homofobia é crime. Mas seria isso mesmo? Estranho...

Caberia indagar: seria um tipo de "cantada"? Namoro ou amizade? Ambos seriam aparentemente solteiros, não haveria problema, mas a abordagem não foi nem um pouco romântica. Isso talvez dificulte o amor...

Pois bem, nessa parte que se entendam. Discretamente, de preferência. O fato está posto: Zema, não tendo nada a apresentar como ex-governador de Minas, resolveu apelar com o STF, fazendo do órgão peça de campanha política.

Zema fez a pior gestão administrativa e financeira da história do Estado (bem como disse Gilmar Mendes), tendo construído a maior dívida já vista. Jamais entregou uma obra, ou programa, digno de nota.

Apenas disse "eu ouvo", demonstrou ignorância literária e histórica, lavou louças, assou pão de queijo, comeu banana com casca e chupou manga no pé. Fim de papo.

Não tendo nada o que dizer, mostrar ou propor, Zema foi para cima da "Geni", que por hora atende na Suprema Corte. A reação descalibrada do Decano colocou o atacante onde queria: em evidência. Segue o jogo.

Muitas tem sido as manifestações críticas em relação ao STF, com maior compostura que essa em questão.

Editorial da Folha, publicado na capa do jornal de domingo, expressa grande preocupação. Houve articulista que sugeriu uma Constituinte "exclusiva" para o Judiciário. Algo parecido fizeram na França pós-revolucionária, no século XVIII.

Resultou que as prerrogativas do Judiciário francês foram suspensas em grande parte e só foram restauradas na segunda metade do século XX. Depois da Segunda Guerra.

Os magistrados, no Antigo Regime tratados como nobres, "gramaram" um tempão...

* Marco Antônio Andere Teixeira é historiador, advogado, cientista político (UFMG), pós-graduado em Controle Externo (TCEMG/PUC-MG), Direito Administrativo (UFMG) e Ciência Política (UFMG). E-mail: marcoandere.priusgestao@gmail.com  

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