Ordem do Dia 21/05/26
Marco Antônio Andere Teixeira faz uma breve análise sobre fatos do dia
Os articulistas e colunistas da grande imprensa têm se dedicado a avaliar o imbróglio Flávio Bolsonaro.
Para muitos, deixou de ser uma candidatura e passou a ser um problema. A se refletir no campo da direita.
O deputado federal Otoni de Paula (PSD-RJ), aliado dos Bolsonaro, vai mais longe: diz que os "absurdos" de Flavio podem dar a Lula a vitória no primeiro turno.
Haveria várias expressões referenciando o problema, na grande mídia. A candidatura Flávio seria uma "irresponsabilidade", quando a direita possuia a alternativa Tarcísio.
Ou uma demonstração de "soberba" ou mesmo "burrice", que teria se transformado em "armadilha" para o campo conservador.
Mais interessante teria sido o comentário de um leitor: estaríamos "presos numa roda de mediocridade e decadência", onde os Bolsonaro não seriam de "direita", mas simplesmente imorais e disfuncionais, assim como seus adversários à esquerda.
Entretanto, a imagem construída por esse leitor sugere não haver alternativas em parte alguma. Eis o busílis.
Não haveria para onde ir? Sempre há opções, de todo tipo. O problema seria sua viabilidade. Qual outra candidatura, fora desse "círculo" de mediocridade seria viável?
O campo da esquerda não admite discussões: o candidato é Lula, apesar de tudo. E põe "tudo" nisso.
No campo da direita, Zema seria, certamente, a pior opção, entre todas.
Além de querer o retorno do trabalho infantil, a redução das aposentadorias abaixo do salário mínimo, fez uma gestão financeira catastrófica em Minas e fechou 30% das escolas públicas do Estado, que funcionavam em tempo integral.
A ideia seria tirar os meninos da escola e botá-los a trabalhar. Que tal reinstituir a escravidão? Cassar o voto das mulheres? Zema é pura catástrofe.
Sobraria Caiado e Aldo Rabelo, com alguma respeitabilidade. O primeiro, tem o mesmo discurso há 40 anos.
Tem grande aprovação em seu Estado, mas posa de "coronel". Será que cola?
O segundo, Rabelo, seria o cristão moralmente inatacável, mas está sendo posto de escanteio, substituído por Joaquim Barbosa. Aquele.
Parece que o leitor tem razão: tá difícil.
* Marco Antônio Andere Teixeira é historiador, advogado, cientista político (UFMG), pós-graduado em Controle Externo (TCEMG/PUC-MG), Direito Administrativo (UFMG) e Ciência Política (UFMG). E-mail: marcoandere.priusgestao@gmail.com
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