Vereador admite que prefeito pode ser alvo de processo de cassação

Especulações surgem em meio a uma liminar que determinou o afasmento de Sérgio Azevedo da DME Participações

Jul 18, 2025 - 10:51
Vereador admite que prefeito pode ser alvo de processo de cassação
Para o vereador, dependendo da decisão final da ação, processo pode ser aberto

Poços de Caldas (MG) - Em entrevista na manhã de ontem, 17, "Jornal da Manhã", da Rádio Jovem Pan, o vereador Flávio Togni de Lima e Silva (MDB) abordou a possibilidade de um novo pedido de abertura de processo de cassação contra o prefeito Paulo Ney (PSDB). 

As especulações surgem em meio a uma liminar judicial que determinou o afasmento de Sérgio Azevedo (PSDB) do cargo de diretor-presidente da DME Participações, que, segundo o vereador, não atende aos requisitos legais, configurando um possível ato de im-probidade administrativa. 

Questionado sobre a situação, Flavinho afirmou que acompanha de perto a ques-tão e que, em uma eventual decisão judicial final confirmando a irregularidade, "o prefeito estaria sujeito a uma acusação de improbidade", o que abriria a possibilidade de um pedido de cassação. 

O vereador avaliou a obtenção da liminar como uma "vitória do direito, uma vitória da justiça e uma vitória para a população de Poços". 

Ele ressaltou que a decisão judicial reflete uma "luta pela legalidade" e pelo "direito", após constatações de que a situação não poderia persistir. 

Flavinho mencionou que análises da legislação, consulta a advogados e pareceres contrários da comissão do DME e de um advogado contratado pelo DME, além de decisões do Superior Tribunal de Justiça (STJ) na mesma linha, sustentam a contestação da nomeação. 

"Mesmo assim, nada parece acontecer. Isso sugere uma ausência de limites legais? Não", ponderou o vereador.

Sobre um suposto rompimento do atual prefeito com a situação após o afastamento da pessoa nomeada e uma possível tentativa de atrair vereadores para a base do Executivo, Flavinho foi categórico: "não houve rompimento". 

Ele salientou que, diante da "quantidade de denúncias e da situação financeira da Prefeitura", é natural que o prefeito, que "atualmente não parece ter nenhum vereador em sua base na Câmara", convoque todos para diálogo. 

Ao ser questionado sobre qual vereador poderia ser considerado da base do governo, Flavinho respondeu: "Não arrisco dizer, Rodrigo. Sinceramente, acredito que o líder, o vereador Lucas Arruda seja".

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