Ordem do Dia 21/01/26

Marco Antônio Andere Teixeira faz uma breve análise sobre fatos do dia

Jan 20, 2026 - 21:16
Jan 20, 2026 - 21:54
Ordem do Dia 21/01/26

Este colunista publicou artigo, no dia 20 de janeiro, tratando de uma eleição estadual, ocorrida há muitos anos, que parece ter sido em outra vida. 

Nessa época, Poços de Caldas, e também o Sul de  Minas, eram referência da boa política. Suas lideranças ocupavam importantes posições na politica mineira - se destacando para o restante do Estado. 

Poços, nessa época, sediou um centro estratégico de inteligência, articulação e informação política, coordenado por políticos locais, e ainda era a mais importante cidade da região, do ponto de vista político e econômico. 

Hoje, o Sul de Minas desponta como a região economicamente mais dinâmica do Estado, em termos de crescimento e desenvolvimento econômico. 

Entre as dez líderes de arrecadação fiscal, do Estado, há três cidades sul-mineiras. Poços não está entre elas. 

Hoje, a cidade que enchia de orgulho todo o Sul de Minas Gerais, exemplo de pujança, sofisticação e relevância histórica, amarga a decadência política e administrativa, provocada por seguidos erros na administração municipal. Que colocaram o Município de joelhos. 

Poços se encontra endividada, dividida, administrativamente caótica, isolada politicamente, esquecida: sem qualquer representação nos Parlamentos estadual ou federal. 

Sem possuir espaço, ou respeito, das altas esferas administrativas. Coisa que já teve de sobra. A cidade permanece uma potência e um farol para o futuro. Motivo, inclusive, de recente atenção mundial, com suas substanciais reservas de terras raras. 

Mas suas atuais lideranças políticas, e seus administradores locais, apequenaram Poços de Caldas. Não estariam à altura da cidade. 

É o que dizia o saudoso Polli, jornalista veterano. Infelizmente, parece uma avaliação correta. Resta à população reagir e restaurar o antigo brilho da cidade. 

Este seria um ano bom para se iniciar uma caminhada, nessa direção. Por hora, todos que admiram e respeitam a cidade, inclusive este colunista, se encontram preocupados. Tal como Proust, "em busca do tempo perdido". 

 Ou como diria o cancioneiro popular, Poços de Caldas "quem te viu, quem te vê".

* Marco Antônio Andere Teixeira é historiador, advogado, cientista político (UFMG), pós-graduado em Controle Externo (TCEMG/PUC-MG), Direito Administrativo (UFMG) e Ciência Política (UFMG). E-mail: marcoandere.priusgestao@gmail.com 

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