Ordem do Dia 21/01/26
Marco Antônio Andere Teixeira faz uma breve análise sobre fatos do dia
Este colunista publicou artigo, no dia 20 de janeiro, tratando de uma eleição estadual, ocorrida há muitos anos, que parece ter sido em outra vida.
Nessa época, Poços de Caldas, e também o Sul de Minas, eram referência da boa política. Suas lideranças ocupavam importantes posições na politica mineira - se destacando para o restante do Estado.
Poços, nessa época, sediou um centro estratégico de inteligência, articulação e informação política, coordenado por políticos locais, e ainda era a mais importante cidade da região, do ponto de vista político e econômico.
Hoje, o Sul de Minas desponta como a região economicamente mais dinâmica do Estado, em termos de crescimento e desenvolvimento econômico.
Entre as dez líderes de arrecadação fiscal, do Estado, há três cidades sul-mineiras. Poços não está entre elas.
Hoje, a cidade que enchia de orgulho todo o Sul de Minas Gerais, exemplo de pujança, sofisticação e relevância histórica, amarga a decadência política e administrativa, provocada por seguidos erros na administração municipal. Que colocaram o Município de joelhos.
Poços se encontra endividada, dividida, administrativamente caótica, isolada politicamente, esquecida: sem qualquer representação nos Parlamentos estadual ou federal.
Sem possuir espaço, ou respeito, das altas esferas administrativas. Coisa que já teve de sobra. A cidade permanece uma potência e um farol para o futuro. Motivo, inclusive, de recente atenção mundial, com suas substanciais reservas de terras raras.
Mas suas atuais lideranças políticas, e seus administradores locais, apequenaram Poços de Caldas. Não estariam à altura da cidade.
É o que dizia o saudoso Polli, jornalista veterano. Infelizmente, parece uma avaliação correta. Resta à população reagir e restaurar o antigo brilho da cidade.
Este seria um ano bom para se iniciar uma caminhada, nessa direção. Por hora, todos que admiram e respeitam a cidade, inclusive este colunista, se encontram preocupados. Tal como Proust, "em busca do tempo perdido".
Ou como diria o cancioneiro popular, Poços de Caldas "quem te viu, quem te vê".
* Marco Antônio Andere Teixeira é historiador, advogado, cientista político (UFMG), pós-graduado em Controle Externo (TCEMG/PUC-MG), Direito Administrativo (UFMG) e Ciência Política (UFMG). E-mail: marcoandere.priusgestao@gmail.com
Qual é a sua reação?



