Editorial 06/05/26
Confira a opinião de hoje do Jornal da Cidade
Prefeitura confirma que salário de Sérgio Azevedo é reembolsado
A Prefeitura enviou resposta à Câmara Municipal sobre o requerimento nº 1189/2026, de autoria do vereador Tiago Mafra (PT).
O documento trata da cessão do ex-prefeito Sérgio Azevedo (PL), que é servidor municipal, à Secretaria-Geral do Estado de Minas Gerais e detalha o fluxo financeiro da operação.
A resposta da Secretaria Municipal de Administração e Gestão de Pessoas afirma que o ônus da remuneração é do Estado de Minas Gerais.
O sistema adotado pela administração municipal é o de reembolso. A Prefeitura mantém Sérgio Azevedo em sua folha de pagamento e solicita a restituição dos valores ao governo estadual.
Segundo o secretário adjunto de Administração e Gestão de Pessoas, Gustavo Durante Cotrim, o Departamento de Gestão de Pessoas informa mensalmente à Secretaria de Governo Estadual os custos com proventos e encargos patronais.
O envio desses dados ocorre no primeiro dia útil do mês seguinte ao pagamento.
O caso apresenta uma disparidade salarial que chama a atenção para os custos envolvidos.
Sérgio recebe do município uma remuneração de R$ 23.000,00. O cargo em comissão que ele ocupa no Estado tem vencimento de R$ 8.800,00.
Existe uma diferença mensal de R$ 14.200,00 entre os dois valores. A Prefeitura sustenta que o Estado de Minas Gerais arca com o ônus integral, reembolsando o valor total pago pelo município e não apenas o equivalente ao cargo estadual.
A gestão financeira desses recursos é feita por meio de depósitos em conta específica informada pela Prefeitura.
A Secretaria Municipal de Gestão Financeira recebe os comprovantes para controle contábil.
A administração municipal anexou comprovantes de transferência referentes aos meses de janeiro, fevereiro e março de 2026 para comprovar a quitação desses débitos pelo governo estadual.
A manutenção de servidores com salários elevados em cargos externos exige fiscalização rigorosa sobre o fluxo de caixa público.
O modelo de reembolso obriga o município a retirar recursos do tesouro para pagar o salário integral e aguardar o retorno da verba.
Embora a Prefeitura afirme que não houve alteração no ônus da cessão para o município, a operação imobiliza R$ 23.000,00 mensais do orçamento local até que o Estado efetue o depósito.
O acompanhamento desses prazos e a garantia do ressarcimento total dos encargos são fundamentais para que não ocorra prejuízo direto aos cofres sulfurosos.
A clareza sobre quem paga a diferença de R$ 14.200,00 é o ponto central para assegurar que a cessão não resulte em custo para o contribuinte poços-caldense.
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