Editorial 17/06/26
Confira a opinião de hoje do Jornal da Cidade
Fiscalização e transparência na relação entre Prefeitura e Cismarpa
O requerimento 2.256/2026, apresentado na Câmara de Poços nesta semana pela vereadora Meiriele Maximino (União), formaliza um pedido de informações sobre a gestão administrativa e financeira do Consórcio Intermunicipal de Saúde da Região do Alto Rio Pardo (Cismarpa).
O documento foca em questionamentos recebidos pela parlamentar a respeito do uso de verbas públicas, do andamento de cirurgias oftalmológicas e da regularidade na jornada de trabalho dos profissionais da entidade.
O questionamento cumpre o papel constitucional de fiscalização do Poder Legislativo sobre entes que recebem e gerenciam recursos municipais, estaduais e federais.
O requerimento exige dados financeiros detalhados de 2024 a 2026, além de esclarecimentos sobre o tamanho da fila de espera para cirurgias de catarata e os motivos de eventuais atrasos no atendimento da demanda.
A cobrança por respostas exatas sobre a quantidade de procedimentos realizados e o montante financeiro investido na área de oftalmologia nos últimos três anos põe à prova a capacidade gerencial do consórcio.
O ponto crítico do documento envolve a área de recursos humanos. As perguntas sobre controle de ponto, cumprimento de carga horária e desvio de funções indicam suspeitas de desorganização administrativa ou de favorecimentos internos.
O questionamento sobre funcionários que exerceriam tarefas alheias aos seus cargos originais, mas que continuariam recebendo salários vinculados às funções antigas, exige justificativa jurídica detalhada por parte da direção do Cismarpa.
A menção a possíveis auditorias e sindicâncias internas nos últimos três anos demonstra que os problemas na gestão de pessoal podem não ser recentes.
A resposta da Prefeitura e do consórcio a esse requerimento medirá o nível de transparência da relação entre as partes.
Consórcios intermunicipais de saúde lidam com a cooperação de diferentes municípios e, por isso, necessitam de rigor contábil e operacional duplicado.
Eventuais falhas administrativas impactam os cidadãos de toda a região que dependem de tratamentos especializados.
O esclarecimento imediato dessas dúvidas é necessário para afastar suspeitas de irregularidades e assegurar que o dinheiro público seja revertido em atendimento médico efetivo.
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