Ordem do Dia 12/09/25
Na coluna Ordem do Dia, o historiador, advogado e cientista político Marco Antônio Andere Teixeira faz uma breve análise sobre fatos do dia
Este colunista não é defensor da abolição da posse legal de armas de fogo, por parte dos cidadãos. Embora um rigoroso controle dos armamentos seja necessário.
Este assunto vem à tona após o assassinato de um ativista pró-Trump, defensor da livre posse e comércio desses instrumentos letais. Ironicamente, morto por uma arma de fogo.
E não uma arma qualquer: foi abatido por um fuzil de grande poder de fogo e de alta precisão. Assim como milhões de outras vítimas, antes e depois dele, igualmente abatidas por armas de fogo.
Mortes foram evitadas na ausência de armas de fogo? Certamente não. E embora não haja qualquer estimativa, seria provável que armas brancas, ou armas contundentes, teriam matado mais do que as de fogo. Durante a história e a pré-história.
Segundo Chris MacNab (em "Uma história de guerra", Ed. Pé da Letra, 2022), cerca de 8.000 anos AC, houve um assassinato brutal, de dezenas de pessoas, à beira do Lago Turkana, no Quênia.
Teria sido nosso primeiro episódio de guerra, arqueologicamente determinado. De lá, para cá, seria possível imaginar o tamanho da tragédia. No atacado e no varejo. Logo, o problema somos nós. Não as armas que usamos.
Com as armas de fogo, por outro lado, houve uma certa equalização entre os contentores. Os mais frágeis passaram a ter uma possibilidade de defesa.
O que fez circular o adágio atribuído ao inventor do revólver de repetição: "Deus fez os homens diferentes. Samuel Colt tornou-os iguais". Vero.
Um bom tiro faria de David um assassino, não um herói bíblico. E Golias seria apenas mais uma vítima dos judeus, no Oriente Médio.
O que, aliás, atualmente ocorre no atacado, naquela região, perpetrado pelos descendentes de David.
É aquela história: tradição é tradição...
* Marco Antônio Andere Teixeira é historiador, advogado, cientista político (UFMG), pós-graduado em Controle Externo (TCEMG/PUC-MG), Direito Administrativo (UFMG) e Ciência Política (UFMG). E-mail: marcoandere.priusgestao@gmail.com
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