Ordem do Dia 03/06/26

Marco Antônio Andere Teixeira faz uma breve análise sobre fatos do dia

2 Jun, 2026 - 21:36
Ordem do Dia 03/06/26

Uma constatação e outra especulação povoam pensamentos e análises correntes, na grande imprensa.

A constatação tem caráter histórico e se baseia em fatos: mentiras e corrupção seriam secundárias na decisão eleitoral.

O pequeno desgaste de Flávio nas pesquisas eleitorais, mesmo diante de seu envolvimento com as mazelas do Banco Master, seria um indicador disso. Menos de 5% dos eleitores de Flávio o abandonaram. Por enquanto. 

Outro indicador, mais antigo, seria a reeleição de Lula, mesmo diante do escândalo do Mensalão.

O sucesso do então presidente, "moralmente" inatingível, engendrou o descalabro do Petrolão. Que acabou por conduzir Lula à prisão.

O "ponto fora da curva" seria a destruição das carreiras de Temer e Aécio, a partir de uma gravação feita por delinquentes, um deles ocupando a Procuradoria Geral da República.

O conteúdo das gravações foi desabilitado por perícia da Polícia Federal. Mas isso não mudou a corroída reputação de ambos.

Pelo visto, a tolerância a condutas corruptas e mentirosas teria nome e endereço.

E origem: seriam as respectivas militâncias descelebradas. Onde seriam limitados os efeitos de se comportar como escória. Um verdadeiro mistério... 

Quanto à especulação, surpreende a visão relativa a Bolsonaro e ao bolsonarismo: teriam o "mérito" de ter libertado hordas ululantes das amarras morais e civilizatórias. Daí sua aceitação entre energúmenos, em geral.

Entretanto, surpreendente, até demais, seria o fato de que o contraponto a isso seja encarnado por Lula, um ex-presidiário com grandes limitações morais e cognitivas.

Adepto da irresponsável postura: "vamo vê, é nóis contra eles". Esse é o cântico primevo da polarização política, que nos levou a um beco sem saída.

A reação à desfaçatez, e à arrogância, petistas se apresentou de modo ainda mais virulento e tosco.

Seria o bolsonarismo, a contra face da doença petista. Eis o nosso destino: a morte certa ou a destruição iminente.

* Marco Antônio Andere Teixeira é historiador, advogado, cientista político (UFMG), pós-graduado em Controle Externo (TCEMG/PUC-MG), Direito Administrativo (UFMG) e Ciência Política (UFMG). E-mail: marcoandere.priusgestao@gmail.com 

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