Ordem do Dia 03/02/26
Marco Antônio Andere Teixeira faz uma breve análise sobre fatos do dia
As ameaças feitas por Trump a Trevor Noah, apresentador do Grammy, nos levam, novamente, à Idade Média.
O presidente Macron, da França, e esta coluna, apontaram os modos de Trump, em relação a alguns países, semelhantes ao tratamento que um senhor feudal dispensaria aos seus vassalos.
Trump se porta como um um "suserano", a exigir "vassalagem" de pessoas, ou países, mais fracos. Ou que de algum modo dependem dos EUA.
As ameaças dirigidas por Trump a Noah, desta feita, humorista que ironizou o comportamento político de Trump, nos faz lembrar da Inquisição. Mais precisamente ao quadro descrito por Umberto Eco, em "O nome da rosa".
O pano de fundo dessa obra, onde se observa a disputa entre poderosas ordens religiosas católicas, seria a Inquisição. Um fenômeno marcado pela perseguição, pelo preconceito e pela superstição.
Mas a pedra de toque, por trás dos assassinatos dos monges, seria uma obra de Aristóteles, que trataria do riso, do bom humor e da piada, como meio de se desmascarar a estupidez.
Aristóteles, pregando a irreverência, seria o fim do terror monástico, a sustentar diversas teses inquisitoriais. É bom lembrar de Torquemada e Savonarola, sanguinários inquisidores, se destacavam pelo mau humor.
Aproximadamente, é o que ocorre no presente momento, nos EUA de Trump. Noah, um célebre humorista, de modo jocoso, desmoralizou Trump e sua estupidez cavalar.
Aristóteles não faria melhor. Agora Trump, furioso, quer o sangue do comediante. Pelo visto, a piada acertou na veia.
* Marco Antônio Andere Teixeira é historiador, advogado, cientista político (UFMG), pós-graduado em Controle Externo (TCEMG/PUC-MG), Direito Administrativo (UFMG) e Ciência Política (UFMG). E-mail: marcoandere.priusgestao@gmail.com
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