Ordem do Dia 01/04/26
Marco Antônio Andere Teixeira faz uma breve análise sobre fatos do dia
O lançamento da candidatura de Ronaldo Caiado a presidente, pelo PSD, implica que temos, ao menos, dois candidatos claramente de direita: o outro seria Flávio Bolsonaro. Sendo este último ainda mais à direita. Talvez à direita de Gengis Khan.
Se o líder mongol foi o grande "Cã" do Império asiático, Flávio seria, para setores da esquerda, o "cão chupando manga".
Destinado a anistiar Bolsonaro e seus amalucados amestrados, reduzir o STF a pó e colapsar a democracia vigente.
Cumprindo uma agenda estritamente familiar, trazendo, de quebra, Eduardo "bananinha tarifária" de volta.
Caiado seria a direita civilizada, tradicional, mas atrasada, representando os interesses do agronegócio e tendente a defender uma vertente conservadora.
Atualmente, do outro lado, teríamos a esquerda petista, no caminho de se "esquerdizar" ainda mais, e a completa ausência do Centro Democrático que, no passado, representou a proposta mais civilizada do planeta.
Não haveria mais espaço para isso. Os ogros, de diferentes matizes, dominaram por completo o espectro político.
Um dos grandes prejuízos decorrentes da polarização, que ainda insiste em dominar todos os espaços, seria a ausência de debates ou de pontos de vista divergentes, bem marcados. O ódio sela ouvidos, impede diálogos e azara verdadeiras alternativas. Não há troca de ideias.
Caiado surgiu como estrela nos anos 1980, liderando a "bancada ruralista", a UDR. Sempre cumpriu protocolos democráticos, mas seria coerente até demais: possui, até hoje, o mesmo discurso.
De certa forma, seria verdadeiro retrocesso. E não é de centro. A rigor, não rompe a polarização. Na verdade, acena aos golpistas, promete anistia, tentando ocupar espaço entre o bolsonarismo.
Se Lula também representa o atraso, e Flávio a "invasão bárbara", ao Brasil resta cumprir o seu destino: sentar e chorar.
Especialmente diante de "nulidades triunfais", como diria Ruy Barbosa, do nível de Zema, também candidato.
A menos que muita coisa mude, um milagre talvez, e que, no Natal de 2026, finalmente se apresente o Papai Noel! Até lá, ficaremos nós de "saco cheio"...
* Marco Antônio Andere Teixeira é historiador, advogado, cientista político (UFMG), pós-graduado em Controle Externo (TCEMG/PUC-MG), Direito Administrativo (UFMG) e Ciência Política (UFMG). E-mail: marcoandere.priusgestao@gmail.com
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