Kléber Silva é suspenso por 30 dias sem direito a receber salário

Suspensão aconteceu por unanimidade e começou a valer desde sábado

Jul 21, 2025 - 11:30
Kléber Silva é suspenso por 30 dias sem direito a receber salário
Por unanimidade, vereador foi suspenso da função por 30 dias

Poços de Caldas (MG) - O vereador Kléber Silva (Novo) foi afastado de suas funções por 30 dias, a partir de sábado, 19, sem direito a subsídio, após uma votação unânime da Câmara Municipal realizada na sexta-feira, 18. 

A decisão surge em meio a acusações de que o parlamentar teria furado a fila do Sistema Único de Saúde (SUS) para realizar um exame de ressonância magnética. 

A medida da Câmara ocorreu após a Comissão de Ética aprovar, também por unanimidade na segunda-feira, 14, o parecer que recomendava a suspensão. 

Por conta da análise do caso, o vereador Kléber Silva foi substituído em plenário pelo suplente Sargento Azevedo, o mesmo ocorrendo com Diney Lenon (PT), autor da denúncia, que cedeu seu lugar no plenário para Cacá D'arcadia (PT).

O caso
A apuração do caso teve início depois que denúncias de um possível privilégio no agendamento do exame médico do vereador começaram a circular. 

Em abril, quando o procedimento foi realizado por Kléber Silva, a fila de espera para ressonâncias magnéticas no SUS em Poços de Caldas era de aproximadamente 650 pessoas, com um tempo médio de espera de até seis meses, segundo dados da própria Prefeitura. 

Contudo, o vereador teria conseguido realizar o exame em apenas 15 dias. O caso foi levado à corregedoria da Câmara Municipal pelo vereador Diney Lenon, após imagens do prontuário médico do parlamentar circularem amplamente na internet. 

Kléber Silva confirmou a realização da ressonância magnética, mas negou veementemente qualquer tipo de privilégio ou interferência política em seu favor. 

Em sua defesa, o vereador afirmou ter passado por dois hospitais públicos antes que um médico solicitasse urgência para a realização do exame.

Auditoria 
Paralelamente, a Secretaria de Saúde instaurou uma investigação para apurar se houve algum tipo de interferência ou favorecimento dentro da gestão municipal para agilizar o exame do vereador. Uma auditoria está sendo conduzida por uma comissão composta por um médico auditor e dois servidores auxiliares. 

O grupo analisará documentos e ouvirá todas as pessoas envolvidas na autorização e liberação do exame para verificar a existência de irregularidades. 

Caso seja comprovada alguma interferência na realização do procedimento, servidores municipais que tenham desrespeitado as normas vigentes estarão sujeitos a penalidades previstas na legislação.

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