Ex-agente político da Prefeitura é preso por golpe de mais de R$ 2 milhões

Hugo Ribeiro do Rego é suspeito de vender ilegalmente terrenos no Distrito Industrial

Ago 13, 2025 - 12:28
Ex-agente político da Prefeitura é preso por golpe de mais de R$ 2 milhões
Hugo Rego atuou em cargos comissionados na Prefeitura entre 2022 e 2024

Poços de Caldas (MG) - A Polícia Civil de Poços de Caldas prendeu nesta quarta-feira, 13, um ex-agente político da Prefeitura, suspeito de chefiar um esquema de fraude que gerou um prejuízo de mais de R$ 2 milhões a empresários. 

A operação, batizada de "Castelo de Cartas", prendeu Hugo Ribeiro do Rego, de 48 anos. Ele foi encaminhado ao Presídio de Poços de Caldas. A filha dele, de 26 anos, também foi detida e cumpre prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica.

Foram cumpridas duas prisões e quatro mandados de busca e apreensão. Hugo foi preso em sua casa no bairro Jardim Vitória.

O acusado atuou entre 2022 e 2024 em cargos comissionados nas secretarias de Desenvolvimento Econômico, Comunicação Social e Turismo, durante a gestão do ex-prefeito Sérgio Azevedo (PSDB).

Ele é acusado de vender ilegalmente terrenos no Distrito Industrial através do programa "Avança Poços".

Segundo o delegado Cleyson Brene, ele prometia a doação dos lotes e recebia as contrapartidas em dinheiro, via PIX e cheques, em contas bancárias dele e da filha. 

Para dar a impressão de legalidade, ele enviava atas falsas aos empresários, com timbre e formatos idênticos aos documentos oficiais, simulando o andamento do processo.

A investigação, que teve início após uma denúncia da própria Prefeitura, identificou até o momento três empresas vítimas do golpe. 

Os prejuízos aos empresários lesados foram de R$ 100 mil, R$ 250 mil e R$ 1,8 milhão, o que supera R$ 2 milhões. 

De acordo com o delegado, novas vítimas podem surgir com a divulgação das imagens do investigado, já que algumas empresas não procuraram a polícia por medo de represálias.

A Polícia Civil descobriu que parte do dinheiro foi usado para obras em empresas particulares de Hugo, incluindo uma choperia da qual ele é proprietário. De acordo com o delegado, o esquema criminoso funcionava entre 2022 e 2024.

Hugo Rego, que deixou o cargo em 31 de dezembro de 2024, responderá por crimes como corrupção, falsificação de documentos, associação criminosa e estelionato. 

O delegado Cleyson Brene disse ainda em entrevista coletiva que Hugo também poderá ser indiciado por lavagem de dinheiro, por conta da utilização de pessoas jurídicas para ocultar a origem ilícita dos valores..

Além disto, a Polícia Civil não descarta a participação de outros envolvidos. Até o momento, o acusado se reservou ao direito de permanecer calado.

A Prefeitura emitiu uma nota oficial informando que os fatos ocorreram sem seu conhecimento ou participação e que está colaborando com as investigações.

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