Suspeito de aplicar golpes com cheques falsos em Machado é preso

Investigação aponta que criminoso utilizava motoboys para realizar transações bancárias

Mar 12, 2026 - 17:17
Suspeito de aplicar golpes com cheques falsos em Machado é preso
Esquema utilizava entregadores para tentar validar cheques falsos em agências da região.

Machado (MG) - A Polícia Civil de Minas Gerais desarticulou na quarta-feira, 11, um esquema de estelionato que operava no Sul de Minas.

Um homem de 31 anos foi preso em flagrante após tentar movimentar cheques falsificados em Machado. O esquema envolvia a contratação de serviços de entrega para realizar as operações bancárias, tentando distanciar o autor do crime da detecção policial.

Dinâmica do crime
A fraude foi descoberta quando o gerente de uma agência bancária em Machado identificou indícios de falsificação em um cheque apresentado por um motoboy.

Ao ser questionado pelos policiais, o trabalhador explicou que havia sido contratado por telefone para trocar o título e depositar o valor em uma conta específica.

Durante a apuração, um segundo motoboy chegou à mesma agência com um cheque idêntico. Segundo a PCMG, os entregadores foram utilizados como intermediários inconscientes e não possuem participação no crime. Investigações preliminares indicam que o mesmo suspeito já havia agido em Campestre, utilizando o mesmo método.

Ação policial
Para capturar o mentor do golpe, a equipe policial montou uma estratégia de monitoramento. Um dos motoboys foi orientado a seguir com o contato e agendar a entrega do dinheiro ao contratante em Bandeira do Sul, a cerca de 60 km de Machado.

No momento do encontro, os policiais realizaram a abordagem. O suspeito ainda tentou fugir a pé, mas foi contido pela equipe.

Com ele, foram encontrados dois cheques falsificados que somavam aproximadamente R$ 8 mil e um aparelho celular utilizado para coordenar os serviços de entrega e as transações.

Investigação em curso
O homem foi encaminhado ao sistema prisional e o material apreendido passará por perícia. A Polícia Civil agora trabalha para identificar se há outros envolvidos no esquema e se existem mais vítimas na região Sul de Minas.

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