Secretaria suspende proposta de salas multisseriadas na zona rural
Comunidade considerou medida que seria implantada na Escola Carmélia de Castro como "retrocesso"
Poços de Caldas (MG) - Uma proposta da Secretaria Municipal de Educação (SME) para implementar salas multisseriadas na Escola Municipal Carmélia de Castro, localizada na zona rural, gerou forte reação e indignação da comunidade local.
A medida, que consiste em reunir crianças de diferentes séries na mesma sala de aula, foi classificada como "lamentável" e um "retrocesso" por um manifesto da comunidade.
Os críticos alegam que a medida "prejudica o aprendizado, sobrecarrega professores e compromete o futuro" dos alunos, que já enfrentam desafios de distância e infraestrutura. O manifesto cobra respeito e qualidade de ensino equivalente ao oferecido na área urbana.
O Que diz a Secretaria
Em resposta à controvérsia, a SME, sob gestão do secretário Marcus Lemos, explicou que a sugestão surgiu após a identificação de um baixo número de estudantes em algumas turmas da Escola Municipal Carmélia de Castro.
Segundo a pasta, essa situação compromete a dinâmica e a interação necessárias ao processo de aprendizagem.
A Secretaria defendeu a adoção de turmas multisseriadas, citando que a prática é reconhecida internacionalmente e apoiada pelo Ministério da Educação (MEC) para territórios de baixa densidade demográfica, visando a melhor qualidade pedagógica e utilização de recursos humanos.
Entre os benefícios pedagógicos citados pela SME estão maior colaboração entre estudantes de idades diferentes; desenvolvimento de autonomia e responsabilidade; personalização do ensino; e fortalecimento do senso de comunidade.
Proposta suspensa
Diante da reação da comunidade, a Secretaria Municipal de Educação informou que a mudança está temporariamente suspensa.
"Como a comunidade escolar ainda não teve a oportunidade de debater amplamente essa proposta, informamos que a mudança está temporariamente suspensa até que ocorra um debate mais amplo e profundo com toda a comunidade escolar," diz o comunicado.
A SME reforçou que o tema será discutido ao longo de 2026 em um processo de diálogo aberto e transparente com a comunidade, professores e a Secretaria, buscando uma solução "equilibrada e voltada ao melhor interesse dos estudantes".
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