Ordem do Dia 28/11/25
Marco Antônio Andere Teixeira faz uma breve análise sobre fatos do dia
Um dos notáveis filmes estrelados por Meryl Streep, "A dama de ferro", encontra-se disponível no streaming. Rendeu um Oscar e um BAFTA a essa atriz multipremiada.
Conta a história de Margareth Tatcher, primeira ministra britânica que fez e aconteceu. Para resumir: juntamente com Ronald Reagan, teria vencido a Guerra Fria e redefinido o perfil macroeconômico da Inglaterra, em dez anos exercendo o poder. Um recorde. Esteve como primeira ministra mais tempo do que o próprio Churchill.
De quebra, venceu a Guerra das Malvinas e enterrou a ditadura argentina. Uma frase atribuída a Tatcher, nesse filme, diz muito sobre a essência da política e sua transformação.
Ao iniciar sua carreira política, Thatcher dizia que o exercício político se definia por "fazer alguma coisa". Cumprir ou se engajar num determinado projeto.
Nos seus últimos dias, Thatcher notou que a política havia se transformado e definia-se em "ser alguém".
Em síntese: a ideia de missão, ou de projeto, havia sido substituída por ambições pessoais.
O velho e vazio "culto à personalidade". Ou apenas o exercício do pecado predileto de Lúcifer: vaidade.
Há uma interpretação corrente de que esse seria o caso do nosso mais momentoso conflito político. A disputa entre Hugo Mota, Alcolumbre e Lula.
Para muitos, gigantes em poder mas anões em caráter. Suas diferenças não diriam respeito a interesses nacionais mas a disputas pessoais.
Nesse caso, o projeto não seria engrandecer a nação - mas a si próprios. Será mesmo? Parece possível e há indícios de que seja provável. Veremos a seguir do que se trata.
De todo modo, é o que temos para o momento. Um prato indigesto.
* Marco Antônio Andere Teixeira é historiador, advogado, cientista político (UFMG), pós-graduado em Controle Externo (TCEMG/PUC-MG), Direito Administrativo (UFMG) e Ciência Política (UFMG). E-mail: marcoandere.priusgestao@gmail.com
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