Ordem do Dia 27/04/26
Marco Antônio Andere Teixeira faz uma breve análise sobre fatos do dia
Os pré-candidatos bolsonaristas Marília Amaral e Douglas Garcia, sendo este de São Paulo (qual a dele?), foram à FAFICH-UFMG (Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas) provocar os alunos.
Acompanhados de uma equipe de filmagem, abordaram os alunos, de modo desafiador, exigindo que esses "provassem" que Lula seria o melhor candidato. Eles se puseram no papel de inquisidores... Obviamente, deu problema.
Após o pugilato, de parte a parte, os seguranças da UFMG intervieram e convidaram os provocadores a se retirar do campus.
Os visitantes foram advertidos sobre sua conduta hostil e grosseira, considerada "irregular" pela Universidade.
Atualmente, a FAFICH abriga os cursos de Filosofia, História, Sociologia, Antropologia, Psicologia, Comunicação Social, Gestão Pública e diversos cursos de pós-graduação.
O que pretendiam os fundamentalistas? "Cutucar a onça com a vara curta?"
Os bolsomitas partiram de uma falsa suposição: de que a FAFICH fosse uma espécie de "antro" petista e foram propor confronto.
Erraram duas vezes: a Escola não é um antro, muito menos petista. Este colunista passou por três cursos naquela unidade de grata lembrança: curso básico em Direito, História e Mestrado em Ciência Política.
Posso garantir que lá há de tudo, até mesmo petistas. Mas dificilmente se vê bolsomitas, ou fundamentalistas, do calibre desses provocadores.
A FAFICH é uma trincheira de liberdade, diversidade e de discussões de alto nível. Foi sempre assim, especialmente nos anos de chumbo.
Não se admite inquisidores em seu solo sagrado, de luta, reconhecimento e respeito, ao outro e às suas diferenças.
Uma posição, sempre, de vanguarda. Sua tradição não se presta a debates mesquinhos.
Tal como esta coluna assinalou, embora a direita possua teses defensáveis, põe tudo a perder com esse tipo de comportamento vindo da extrema latrina. Lixo.
Se esse incidente for uma amostra do que vem por aí, neste ano eleitoral, está visto que os princípios civilizatórios foram esquecidos, dando lugar a uma crescente barbárie.
* Marco Antônio Andere Teixeira é historiador, advogado, cientista político (UFMG), pós-graduado em Controle Externo (TCEMG/PUC-MG), Direito Administrativo (UFMG) e Ciência Política (UFMG). E-mail: marcoandere.priusgestao@gmail.com
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