Ordem do Dia 13/02/26
Na coluna Ordem do Dia, o historiador, advogado e cientista político
Para nosso desespero, as notícias nacionais se apresentam mais interessantes que as internacionais. Infelizmente, no mal sentido.
Trump, Epstein e príncipe Andrew são ofuscados pelos operosos tupiniquins. Loucuras, imposturas, irregularidades sem fim e uma falta de vergonha inqualificável são vistas nos altos escalões da República.
Os fatos começam a escalar a partir de uma queda: em Balneário Camboriú, meio milhão de reais foram lançados pela janela. Motivo: busca e apreensão, da Polícia Federal, em razão da investigação do Banco Master.
Esse escândalo, por sua vez, evoca a participação de membros dos altos escalões - dos três poderes. E mais alguns órgãos e instituições, que não teriam competências para tanto: no caso, o Tribunal de Contas da União, a Igreja Batista da Lagoinha, de Belo Horizonte, e um padre de Marília, São Paulo.
Faltaria alguém? Haveria até uma "Casa da mãe Joana", uma mansão em Brasília, destinada a atividades inconfessáveis.
O que, pelo visto, pode ser remediado: há que se confessar ao padre. E não um padre qualquer: esse é irmão do ministro Toffoli. Haveria perdão?
Um verdadeiro Carnaval de horrores. Onde a nudez moral dá o tom. Segundo o presidente do Banco Central, em entrevista, o Banco Master seria da "terceira divisão", no mercado financeiro.
Mas Vorcaro, o centroavante desse esquete, tabelou com Lula, Xandão, Toffoli, de Jesus (do TCU), Ibaneis (governador do DF), além de uma fila de deputados e senadores.
Somados a outras autoridades estaduais e municipais, representantes de substanciosos fundos de pensão.
Sabe-se de um Tribunal estadual que pagava seus penduricalhos ilegais através do Banco Master. Pode, Dino?
Um craque, esse Vorcaro. A evolução de seu enredo "carnavalesco" levou a Polícia Federal a pedir a suspeição de ministro do STF. Há precedentes? Não.
São movimentos inusitados, extraordinários, mas sem beleza plástica. Poluem a avenida. Nesse Carnaval, haveria blocos de todos os tipos.
Mas desfilam sob o mesmo tema: o da ganância. O "samba enredo" seria uma velha marchinha: "ei, você aí, me dá um dinheiro aí".
* Marco Antônio Andere Teixeira é historiador, advogado, cientista político (UFMG), pós-graduado em Controle Externo (TCEMG/PUC-MG), Direito Administrativo (UFMG) e Ciência Política (UFMG). E-mail: marcoandere.priusgestao@gmail.com
Qual é a sua reação?



