Ordem do Dia 11/03/26
Marco Antônio Andere Teixeira faz uma breve análise sobre fatos do dia
Trump, o inominável, associado a Netanyahu, o notório assassino de mulheres e crianças palestinas, iniciou uma guerra contra os aiatolás delirantes, igualmente homicidas.
Lembra-nos das brigas que eclodiam no "depósito de presos da Lagoinha", no passado. Uma delegacia de policia de BH, que então promovia a "ciranda da morte".
Todo dia morria, pelo menos, um detento. Morto por outros delinquentes. É o "depósito de presos" fazendo escola mundo afora... Fofo.
Esses caras todos se parecem, no caráter e no comportamento, ainda que se apresentem como clérigos ou estadistas. Estariam mais para psicopatas, talvez. Gente boa...
Tendo ameaçado a Espanha de sanções comerciais, e criticado o Reino Unido, pelo fato de não aderirem à guerra em curso, Trump viu-se confrontado pelo conjunto dos países da União Europeia. Calou-se, então. Covarde.
Para completar a desmoralização do homem, após ver suas tarifas comerciais postas na ilegalidade, pela Suprema Corte dos EUA, um Tribunal ordenou a devolução dos valores arrecadados irregularmente pelo governo.
Notícias, veiculadas na grande imprensa daquele país, informam que um sistema de ressarcimento, dessas tarifas irregulares, deverá ter início em 45 dias.
O prejuízo será grande. Mas alguém terá lucro: aquele considerado o titular do pagamento das tarifas, ainda que não tenha arcado com todo o montante.
A conta seria simples: o valor das tarifas foi dividido pelos circunstantes. Exportadores e importadores estreitaram suas margens de lucro. Uma parte substancial do imposto impactou os preços ao consumidor, que arcou com o aumento.
Entretanto, contabilmente, a imposição tributária, mormente em operações internacionais, tem lá suas idiossincrasias. De modo que o consumidor jamais será ressarcido em nada.
O mesmo poderia ser dito em relação ao exportador. Já o importador norte-americano, que figura como responsável tributário na fatura, terá direito ao ressarcimento integral.
Ou compensação tributária. Alguns vão chiar. Outros vão rir. Já o consumidor, inclusive os que votaram em Trump, vão usar o "nariz de palhaço".
Trump, entretanto, já indicou a saída: rezar. Uma foto, que circula nas redes sociais, mostra-o reunido com pastores, de todo os EUA, abençoando o presidente. Se a reza não der certo, seria o caso de sentar e chorar. Fazer o que?
* Marco Antônio Andere Teixeira é historiador, advogado, cientista político (UFMG), pós-graduado em Controle Externo (TCEMG/PUC-MG), Direito Administrativo (UFMG) e Ciência Política (UFMG). E-mail: marcoandere.priusgestao@gmail.com
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