Ordem do Dia 08/07/25
Na coluna Ordem do Dia, o historiador, advogado e cientista político Marco Antônio Andere Teixeira faz uma breve análise sobre fatos do dia
Até o advento da Revolução Francesa, também conhecida como "A grande revolução", a humanidade havia conhecido inúmeras formas de abuso de poder.
E nenhuma forma de seu exercício regulado, controlado e institucionalizado, hoje um sistema banal e corriqueiro nos Estados de Direito, em geral.
Entretanto, um evento menos bombástico, mas não menos revolucionário, dava-se nos EUA, no mesmo período, seu processo de Independência da Inglaterra.
Os colonos norte-americanos enfrentaram - e venceram - o maior Império de então. Não é pouco.
Mas foram além: criaram o sistema democrático baseado na crença de um único princípio: os homens são homens.
Não são nada de especial. São perigosos, cruéis e ambiciosos. Precisam ser controlados por forças igualmente perigosas e letais.
Daí que temos os "freios e contrapesos": lobos controlam lobos. De modo institucionalizado. E vêem assim limitadas suas ambições.
O último diálogo entre Flávio Dino, ministro do STF, e Arthur Lyra, deputado e ex-presidente da Câmara, reproduzido na grande imprensa, seria uma pérola do exercício prático dessa teoria política.
Tiveram por tema as emendas secretas. Ambos tentaram explicar civilizadamente a que vieram. Mas vemos ali, em estado puro, o entrechoque de ambições pelo poder. Até então dentro da lei. Que permaneçam assim. Para nossa própria segurança.
E para a deles também. Cadeia foi feita para todos os meliantes. Até para presidentes. Já os Reis, Imperadores, Monarcas, etc., pela tradição revolucionária francesa costumam visitar a guilhotina. Não há reclamações. Nem elogios. Apenas silêncio.
* Marco Antônio Andere Teixeira é historiador, advogado, cientista político (UFMG), pós-graduado em Controle Externo (TCEMG/PUC-MG), Direito Administrativo (UFMG) e Ciência Política (UFMG). E-mail: marcoandere.priusgestao@gmail.com
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