Fevereiro Roxo: informação, conscientização e cuidado com a saúde

11 Fev, 2026 - 12:05
Fevereiro Roxo: informação, conscientização  e cuidado com a saúde

O mês de fevereiro ganha uma cor especial no calendário da saúde: o Fevereiro Roxo, uma campanha de conscientização dedicada a três doenças crônicas e ainda pouco conhecidas por grande parte da população - Alzheimer, Lúpus e Fibromialgia. 

A proposta é simples, mas poderosa: informar, dar visibilidade e estimular o diagnóstico precoce, promovendo mais qualidade de vida às pessoas que convivem com essas condições.

Apesar de diferentes entre si, essas doenças têm algo em comum: não têm cura, mas têm tratamento. Quanto mais cedo são identificadas, maiores são as chances de controle dos sintomas e de preservação da autonomia do paciente.

Alzheimer: quando a memória começa a falhar
O Alzheimer é uma doença neurodegenerativa progressiva que afeta principalmente pessoas idosas. Ela compromete funções cognitivas como memória, raciocínio, linguagem e orientação, interferindo diretamente na vida social e familiar do paciente.

Os primeiros sinais costumam ser esquecimentos frequentes, dificuldade para realizar tarefas simples e alterações de comportamento.

Embora não haja cura, o acompanhamento médico, o uso de medicamentos, estímulos cognitivos e o apoio familiar são fundamentais para retardar a progressão da doença.

Lúpus: uma doença autoimune silenciosa
O Lúpus Eritematoso Sistêmico é uma doença autoimune, ou seja, o próprio sistema imunológico passa a atacar órgãos e tecidos do corpo.

Ela pode afetar pele, articulações, rins, pulmões e até o sistema nervoso. Os sintomas variam muito, incluindo fadiga intensa, dores articulares, manchas na pele, queda de cabelo e sensibilidade ao sol. O diagnóstico precoce e o tratamento adequado são essenciais para evitar complicações graves e garantir melhor qualidade de vida ao paciente.

Fibromialgia: dor que não aparece, mas existe
A fibromialgia é caracterizada por dor crônica generalizada, acompanhada de cansaço extremo, distúrbios do sono, ansiedade e dificuldades de concentração.

Por não apresentar alterações visíveis em exames tradicionais, muitas pessoas que sofrem com a doença enfrentam incompreensão e preconceito.

O tratamento envolve uma abordagem multidiscipli-nar, que pode incluir medicamentos, atividade física orientada, acompanhamento psicológico e mudanças no estilo de vida.

Como se proteger e cuidar
Embora não seja possível prevenir totalmente essas doenças, algumas atitudes fazem diferença: bBuscar avaliação médica ao perceber sintomas persistentes; manter hábitos saudáveis, como alimentação equilibrada e prática regular de atividade física; cuidar da saúde mental e emocional; evitar a automedicação e seguir corretamente as orientações profissionais; valorizar a informação e o diálogo, combatendo o preconceito e a desin-formação.

O Fevereiro Roxo nos lembra que informação também é cuidado. Falar sobre Alzheimer, Lúpus e Fibromialgia é um passo importante para promover empatia, acolhimento e respeito às pessoas que convivem diariamente com essas doenças - porque viver com dignidade começa pelo reconhecimento.

* Cristiane Fernandes é doutoranda em Psicologia, pedagoda e educadora musical 

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