Editorial 27/08/25
Saúde vive dias de lavagem de roupa suja
A saúde pública de Poços de Caldas continua vivenciando uma turbulência que parece não ter fim, especialmente por conta das consequências do fim do convênio entre o município e a Santa Casa de Salto de Pirapora, ocorrido nos primeiros dias da atual gestão municipal.
As recentes declarações do vice-prefeito Eduardo Januzzi (Novo) revelam a situação conturbada entre as partes. O cerne da questão reside na dívida deixada com a instituição e nos pagamentos pendentes a profissionais que atuaram através dessa parceria.
O ex-secretário de Saúde, Thiago Mariano, em sua defesa, alega ser vítima de um ataque político, o que apenas adiciona mais uma camada de complexidade a um cenário já confuso e que pelo jeito, parece não caminhar para uma solução em curto prazo. E não para por aí.
Na segunda-feira, 25, um ex-funcionário da Santa Casa de Salto de Pirapora utilizou as redes sociais para contestar veementemente o discurso do vice-prefeito, lembrando que a gestão passada era frequentemente elogiada pelo atual prefeito Paulo Ney.
Segundo o relato, a Secretaria de Saúde era a "vitrine de boa gestão" durante a campanha eleitoral, com Paulo Ney, então secretário de Governo, acompanhando de perto Thiago Mariano.
Ele argumenta que o vice-prefeito nunca teve intimidade com a secretaria, e que as acusações atuais parecem ser uma tentativa de justificar o que ele chama de "fracasso" da gestão atual.
As dívidas são descritas como "naturais" e que o "bom gestor negocia e paga", algo que, segundo o relato, a Prefeitura ainda não fez com a Santa Casa, impedindo o acerto trabalhista com os colaboradores.
A denúncia do ex-funcionário vai além das dívidas. Ele acusa a gestão atual de abandono das unidades de saúde que foram reformadas e usadas como exemplo de boa gestão na campanha, e lamenta que o diploma de médico do vice-prefeito não o capacite para a gestão pública.
O ataque à índole de profissionais que "deram ao povo uma saúde com uma qualidade nunca vista" é visto como uma afronta à população, que, segundo ele, aprova a gestão anterior.
Qual é a sua reação?


