Editorial 22/08/25
O descaso de empreiteiras com obras públicas
A inauguração de um novo Centro de Educação Infantil (CEI) deveria ser motivo de celebração para a comunidade de Poços de Caldas.
No entanto, mais uma vez, o que vemos é uma denúncia de obras de má qualidade e reparos necessários logo após a entrega.
A edição de quarta-feira, 21, do Jornal da Cidade repercutiu a visita do vereador Tiago Mafra (PT) ao CEI São Paulo, onde ele revela problemas graves na estrutura da unidade, como portas mal colocadas, fiação elétrica exposta, infiltrações, ausência de extintores de incêndio e salas com iluminação inadequada.
A obra em questão custou mais de R$ 800 mil, incluindo aditivos. É inadmissível que ela fosse entregue nestas condições. Antes fosse, mas não é um caso isolado na cidade.
Já tivemos outras denúncias semelhantes, tanto por parte de Mafra quanto de outros vereadores, que mostram um padrão preocupante: não todas, mas muitas empreiteiras que têm vencido licitações em Poços de Caldas entregam serviços defeituosos, causando prejuízo ao erário e transtorno à população.
Antes, víamos situações deste tipo em relação a programas habitacionais, onde as empreiteiras contratadas entregavam unidades habitacionais que pouco tempo depois começavam a apresentar problemas estruturais de todos os tipos.
O fato agora é que essa má qualidade tem se espalhado também por outros tipos de obras públicas. A repetição desses episódios exige uma postura firme da Prefeitura.
É inaceitável que o dinheiro público seja desperdiçado em consertos de obras que deveriam ser duráveis.
A solução é clara: a Prefeitura precisa fiscalizar com rigor as empresas contratadas durante a execução dos projetos e, mais importante, excluir do processo licitatório aquelas que, de forma recorrente, demonstram incompetência e descaso.
A comunidade não pode continuar pagando a conta pela ineficiência.
Qual é a sua reação?


