Ordem do Dia 29/07/25

Na coluna Ordem do Dia, o historiador, advogado e cientista político Marco Antônio Andere Teixeira faz uma breve análise sobre fatos do dia

Jul 29, 2025 - 10:45
Ordem do Dia 29/07/25

Há dois pedidos em pauta. O primeiro, de Lula, pedindo que Trump tenha "uma atitude civilizada", em relação ao tarifaço. Os EUA, simplesmente, se recusam a negociar. 

O outro pedido, vindo dos senadores brasileiros que estão nos EUA, objetivando sensibilizar o governo daquele país, pedem que Alckmim para lá se dirija. A fim de auxiliar nas negociações. 

Como dizia Jack, o estripador, vamos por partes. Lula pede a Trump o que ele mesmo jamais concedeu em seus governos, especialmente no atual: uma atitude "civilizada". Nesse caso, racional. O homem, novamente, confunde os conceitos. 

Lula tem feito e falado besteiras, em série, especialmente em relação à responsabilidade fiscal, interna, e à relações internacionais, mundo afora.  

Parte significativa da responsabilidade por esse problema, com os EUA, é devida ao comportamento "incivilizado", provocador e irracional de Lula. 

O presidente brasileiro cutucou a onça, ou a "besta" (apocalíptica?) americana, com a vara curta. Sequer cumprimentou Trump pela eleição, uma atitude que seria civilizada, e ameaçou os EUA  com a bandeira anti-dólar dos BRICS. 

Um delírio ideológico, nos termos em que foi apresentado. Eis o resultado: tarifaço, chantagem para livrar Bolsonaro e ausência de diálogo. O Brasil se destaca como o mais prejudicado pelas tarifas norte-americanas. 

O segundo pedido, o dos senadores, vem corroborar o pensamento anterior. Pediram a presença de Alkimim na negociação. Não de Lula. Por que será? 

Simples: Alkimim é racional, "civilizado" e não seria um produtor de besteiras em série, tampouco um provocador.  

Um encontro entre os dois presidentes, aparentemente, seria juntar as duas supostas "bestas" irracionais: a norte-americana e a tupiniquim. Algo parecido como juntar gasolina ao fogo crepitante. Explosão na certa. 

Nada disso exime a traição de Bolsonaro, filhos, et caterva, aos interesses nacionais. Mas coloca em perspectiva o problema. 

Enquanto isso, "é nóis" no prejuízo e sofrendo humilhações. As vítimas de sempre.

* Marco Antônio Andere Teixeira é historiador, advogado, cientista político (UFMG), pós-graduado em Controle Externo (TCEMG/PUC-MG), Direito Administrativo (UFMG) e Ciência Política (UFMG). E-mail: marcoandere.priusgestao@gmail.com  

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