Ordem do Dia 25/02/26

Marco Antônio Andere Teixeira faz uma breve análise sobre fatos do dia

25 Fev, 2026 - 10:47

Está disponível na Netflix um documentário sobre Jeffrey Epstein. O suposto judeu diabólico. As peripécias desse traficante de mulheres fragilizadas, pedófilo e especulador financeiro, diz mais sobre a natureza humana do que sobre perversões, em geral.

Remontando a imagens de nossa infância, ele seria o "diabo que atenta". Um enviado pelo anjo da mentira, para corromper almas desprevenidas. E para reunir, em comunhão, os espíritos já corrompidos ou mergulhados em fantasias perversas.

Epstein promovia uma espécie de "missa negra", regada a sexo, dinheiro e poder - em níveis superlativos. Que, a rigor, celebrava os vícios da humanidade, à custa de inocentes. Infernal.

Os praticantes da contracultura, adeptos da tríade "sexo, drogas e rock and roll", parecem patéticos diante desses grandes pecadores.

O envolvimento do ex-príncipe Andrew com Epstein, até perder as prerrogativas da realeza e acabar preso numa delegacia qualquer, seria uma analogia da trajetória do próprio Lúcifer.

Andrew, príncipe por nascimento, filho predileto da rainha da Inglaterra, piloto militar, herói de guerra, deixou-se fotografar "massageando" uma adolescente. Tosco.

Acabou, sobretudo, numa situação asquerosa, que retira dele os fundamentos da respeitabilidade humana. Acusado de repassar a Epstein segredos de Estado, Andrew corre o risco, se condenado, a ser sentenciado à prisão perpétua.

Nessa mesma situação encontra-se o ex-embaixador britânico, Peter Mandelson, também preso, suspeito de trair a Inglaterra. Grave.

Nesse ponto, emerge outra possível característica de Epstein: ele seria espião, a serviço de Israel, ou da Rússia, ou de ambos, como agente duplo. Traindo geral. Que coisa...

Epstein reuniu os homens mais poderosos do mundo, nessa aventura inqualificável. O atual presidente dos EUA, Trump, além do ex, Clinton, seriam seus "clientes". Até Bill Gates, um homem aparentemente equilibrado, confessou ter bebido das tetas dessa "vaca profana".

Seu arco de influência associava democratas e republicanos, gregos e troianos.  Além de bilionários, artistas e celebridades. Se Silvio Brito, o cantor brasileiro, fosse chamado a opinar sobre o fenômeno, talvez cantasse: "Tá todo mundo louco, oba!".

* Marco Antônio Andere Teixeira é historiador, advogado, cientista político (UFMG), pós-graduado em Controle Externo (TCEMG/PUC-MG), Direito Administrativo (UFMG) e Ciência Política (UFMG). E-mail: marcoandere.priusgestao@gmail.com 

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