Ordem do Dia 19/02/26
Marco Antônio Andere Teixeira faz uma breve análise sobre fatos do dia
Neste Carnaval tivemos, com toda a força, o retorno da esquerda arrogante e disfuncional, num de seus tradicionais surtos de hostilidade. Decidiram, num desfile de escola de samba, ridicularizar a família tradicional, entre outros.
Pode-se afirmar que, essencialmente, ridicularizar formatos tradicionais de família, seria o mesmo que atacar outros modelos familiares, tais como aqueles chefiados por mulheres, gays, ou outras formas não tradicionais.
Isso implicaria na mesma síndrome: o exercício do preconceito doentio gratuito. Talvez a pior patologia social militante, pois esse tipo de preconceito teria tal diagnóstico. E nenhum fundamento lógico.
Família é família.
Seja organizada do modo como for. Se cumpre a função social, atribuída às famílias, de educação, cooperação e acolhimento, dentro da lei, porque mereceriam reprimenda? Ou zombaria?
Essa "bola fora" da esquerda presunçosa mostra que, assim como a extrema direita, a esquerda atrasada é desprezível.
Ignorante, cruel e insensível. Ambos os extremos são feitos do mesmo barro: apenas se posicionam em lados diferentes.
A discussão sobre a importância da família, como unidade nuclear da sociedade e da civilização humanas, remonta a Aristóteles. Que defende essa perspectiva.
Somente no século XVIII, com a teoria do contrato social, cogitou-se o formato da sociedade estruturada a partir da vontade de indivíduos. O que possibilitou a eclosão dos direitos individuais. Sem jamais abolir arranjos familiares.
Entretanto, subestimar a família, ou sua importância, zombar de seu formato, ou dos laços emocionais que constrói, nunca foi uma postura inteligente. Especialmente se a ideia é somar votos.
Criticar a família implica numa "bola dividida" sem vencedores. Se é assim, por que fazem isso? Seria, obviamente, uma estupidez.
A politização dos costumes, formatos familiares, opções religiosas ou sexuais, seria trazer à esfera pública, e a uma eventual judicialização, um universo que deveria ser privado.
Atacar publicamente crenças e modos evangélicos, por exemplo, seria o mesmo que vilipendiar a imagem de Nossa Senhora, em programa de TV, tal como fez um membro da Igreja Universal, no passado. Qual seja: uma bobagem.
* Marco Antônio Andere Teixeira é historiador, advogado, cientista político (UFMG), pós-graduado em Controle Externo (TCEMG/PUC-MG), Direito Administrativo (UFMG) e Ciência Política (UFMG). E-mail: marcoandere.priusgestao@gmail.com
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