Ordem do Dia 17/12/25

Marco Antônio Andere Teixeira faz uma breve análise sobre fatos do dia

17 Dez, 2025 - 06:02

O episódio envolvendo o show especial de Natal de Zezé di Camargo, Lula e a emissora SBT merece atenção. Se há dúvidas, segue a questão: alguém já viu algo parecido? 

O artista sertanejo, com grande popularidade, se recusa a "estar" na mesma emissora que recebeu Lula. Por essa razão, pediu nas redes sociais o cancelamento da exibição de seu show de Natal, contratado e gravado pelo SBT. Sem consultar outros artistas que participaram das gravações. Foi atendido. 

Como assim? É difícil de entender. Uma emissora de TV não seria propriamente um "local", mas um veículo de sinais, que formam sons e imagens. 

A serem recepcionadas por aparelhos eletrônicos que tornam esses sinais compreensíveis para as pessoas. 

O SBT não é um templo, uma instituição pública, um partido político, uma escola ou um instituto destinado à produção acadêmica ou científica. 

Seus compromissos éticos são determinados pela natureza de suas atividades - e não pelas expectativas de quem quer que seja. 

Uma emissora de TV, qualquer uma, seria uma espécie de "circo eletrônico", cuja principal vocação se traduz na criação de conteúdos para entretenimento. 

E eventualmente jornalismo, publicidade, informação e utilidade pública. Seria um negócio privado, limitado pela legislação, assim como todos nós. Nada mais. Então o que seria essa atitude grosseira e sectária desse artista? Que maluquice é essa? 

Havia um contrato. E Zezé di Camargo quebrou esse contrato por razões mesquinhas, fundamentalistas e ideológicas. 

Usou de um mandamento bíblico para agredir as filhas de Silvio Santos, um patrimônio nacional, quer queiramos ou não. 

Acusou-as de "não honrar o pai". E acusou a emissora, atualmente dirigida por essas mulheres, de "se prostituir". Como assim? 

Com que direito um homem mundano dá uma de santarrão? Usa de princípios religiosos para acusar pessoas que estão apenas fazendo seu trabalho? Dentro da lei? Qual seria o delito, ou pecado, cometido por uma emissora que recebe uma autoridade qualquer? 

Aqueles que não reconhecem as autoridades eleitas pelo povo brasileiro, ainda que seja um sujeito controvertido e rejeitado como Lula, têm tido especial guarida nos presídios nacionais. Usem ternos, uniformes, caminhões ou simples contra-senso. 

Talvez esse artista se sinta melhor entre os que resistem às regras da democracia. Praticando essa conduta estúpida, certamente se habilitou a tanto.

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