Ordem do Dia 17/09/25
Na coluna Ordem do Dia, o historiador, advogado e cientista político Marco Antônio Andere Teixeira faz uma breve análise sobre fatos do dia
Esta disponível na Netflix um documentário, em dois episódios, narrado por Charlie Sheen. O tema seria as desventuras e aventuras do próprio. Situações pedagógicas, poderia ser dito.
A moral da história seria resumida numa única reflexão: como é possível ter tudo e tudo destruir. Pelas próprias mãos. Reiteradas vezes.
Filho do famoso ator Martin Sheen, que protagonizou o multipremiado "Apocalipse now", de Coppola, é irmão de Emílio Estevez, ator também reconhecido.
Charlie ficou muito popular, mundialmente, pelo seriado "Two and a half men" (dois homens e meio). Durante oito anos, esse seriado liderou a audiência norte-americana.
Sheen, protagonista principal, chegou a receber 2 milhões de dólares por cada episódio (!!!). Antes de ser desligado da série, em virtude de comportamento auto-destrutivo.
Qual seja: consumo industrial de drogas, bebidas e ações antissociais. Mais do mesmo. Aos 23 anos Sheen estrelou "Platoon", filme que ganhou o Oscar de melhor filme e levou Charlie ao estrelato, em Hollywood.
Pouco tempo depois, no auge da badalação, enfrentou um processo por fazer uso, contumaz, de prostitutas de alto nível.
Para si e para os amigos de farra. Delatou a cafetina e seguiu em frente. Deu uma de Mauro Cid da putaria.
Reiteradas vezes internado para reabilitação, por uso de drogas pesadas, contraiu HIV, destruiu 3 casamentos e foi ao fundo do poço. De lá saiu e retornou algumas vezes.
Considerado um sujeito simpático, talentoso e agradável, notabilizou-se pela auto sabotagem.
Após oito anos sóbrio, realizou esse documentário, ao qual o pai recusou-se a participar. O "espetáculo" faz pensar.
O que vemos é que a vida oferece limites tangíveis a todos. É divertido, e até educativo, transgredí-los. Mas há um preço.
Se observarmos todas as constrições, por outro lado, a vida torna-se um tédio. Um famoso poeta russo, Maiakóvski, disse que seria melhor morrer de vodka do que de tédio. Tudo bem. Mas não parece possível viver de vodka. Eis o busílis.
* Marco Antônio Andere Teixeira é historiador, advogado, cientista político (UFMG), pós-graduado em Controle Externo (TCEMG/PUC-MG), Direito Administrativo (UFMG) e Ciência Política (UFMG). E-mail: marcoandere.priusgestao@gmail.com
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