Ordem do Dia 10/02/26
Marco Antônio Andere Teixeira faz uma breve análise sobre fatos do dia
Há não muito tempo, já na Nova República, havia políticas e políticos que tinham por princípio a soma, o equilíbrio, a sobriedade e não a divisão.
Inaugurada pelo lulopetismo, a ideia do "nós contra eles", acompanhada de um comportamento arrogante e hostil, deu azo a um efeito ainda pior: a reação da extrema direita truculenta, negacionista e ignorante, dominando o "espetáculo".
Ao descalabro e à corrupção sistêmica do lulopetismo, seguiu-se a delinquência pé-de-chinelo das rachadinhas, compra de imóveis com dinheiro vivo, desvio de joias e "lojinhas de chocolate" que rendiam mais que supermercados.
Daí vem o ditado: "ladrão de tostão rouba milhão". De fato. Tentaram roubar até a eleição presidencial.
O cume dessa onda trevosa, que nos assediou, certamente, seria Donald Trump, um dos ídolos da extrema direita brasileira.
Um homem, ironicamente, bom para o Brasil: derrubou o dólar, provocou, graças aos temores que instilou no mercado, uma onda de investimentos na Bolsa brasileira (com seguidos recordes), incentivou a diversificação da pauta de exportações brasileiras e ficou amiguinho do Lula. Fofo.
De quebra, Trump humilhou a extrema direita golpista, que traiu os interesses de empresários e produtores nacionais, pela via do tarifaço "anti-Xandão. Ridículo.
Agora vemos quem Trump, o herói da extrema direita, realmente é: não passa de um vil racista. Tosco.
Além de divulgar um vídeo retratando o ex-casal presidencial Obama como macacos, destilou sua fúria contra um show latino, apresentado no intervalo da final esportiva, conhecida por "Superbowl".
O presidente dos EUA insultou os artistas e disse que esse tipo de show não representa a "grandeza da América". Esse homem preside um país e não conhece sua história.
Cerca da metade do território norte-americano era latino, com habitantes latinos, antes de ser ocupado pelos yankees. Grandes estados, os mais ricos, por exemplo, tais como Texas e Califórnia, são originariamente latinos. Além de outros como a Flórida, Arizona e Novo México.
Os latinos estavam lá antes de serem anexados. Tirem esses estados dos EUA e vejam a que ficam reduzidos. A "grandeza da América", no mínimo, será posta em cheque. Ou mesmo desaparecerá.
* Marco Antônio Andere Teixeira é historiador, advogado, cientista político (UFMG), pós-graduado em Controle Externo (TCEMG/PUC-MG), Direito Administrativo (UFMG) e Ciência Política (UFMG). E-mail: marcoandere.priusgestao@gmail.com
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