MP cobra R$ 2,5 milhões da Cemig por apagões em Nova Resende
Ação Civil Pública alega falhas no fornecimento de energia há 15 anos
Nova Resende (MG) - O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) ajuizou uma Ação Civil Pública (ACP) contra a Cemig (Companhia Energética de Minas Gerais) em razão das falhas constantes e interrupções no fornecimento de energia elétrica em Nova Resende.
De acordo com o MPMG, os problemas, descritos como "apagões", persistem há pelo menos 15 anos, causando prejuízos significativos à população e à economia local.
A ação destaca que as interrupções não se limitam a eventos climáticos severos. Vereadores e moradores relataram à Promotoria de Justiça que os cortes ocorrem "quase diariamente", até mesmo durante chuvas leves.
Há registros de que a zona rural chegou a ficar dois dias consecutivos sem energia sem justificativa de acidentes naturais ou incidentes na rede.
Prejuízos à economia e serviços essenciais
A irregularidade no serviço tem impactado de forma direta a infraestrutura e a principal atividade econômica da região.
Os produtores rurais são os mais afetados, especialmente durante a safra, sofrendo perdas consideráveis quando os secadores de café paralisam por falta de energia.
Hospitais, escolas, comércios e a segurança pública também são comprometidos pela instabilidade no fornecimento.
Documentos anexados à ACP, inclusive relatórios da própria Cemig, comprovam a recorrência das falhas. Em maio de 2025, uma única interrupção deixou 729 consumidores sem eletricidade.
Pedidos de urgência e indenização
Na ação, o MPMG solicita uma tutela de urgência para que a Cemig seja obrigada a apresentar, em um prazo máximo de 30 dias, um plano detalhado de melhorias na infraestrutura elétrica da cidade, dando prioridade para as áreas rurais.
No mérito da ACP, a Promotoria de Justiça pede a condenação da Cemig ao pagamento de R$ 2,5 milhões por danos morais coletivos. Esse valor seria destinado ao Fundo de Defesa do Consumidor.
O Ministério Público informou que o caso está em fase inicial e que os moradores afetados poderão acompanhar e, se desejarem, participar do andamento do processo.
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