Morre Mirandinha, o maior artilheiro da história da Caldense

O ex-jogador atuou pela Veterana de 1976 a 1980 e de 1989 a 1991 e marcou 95 gols

Jul 9, 2025 - 09:13
Jul 9, 2025 - 20:49
Morre Mirandinha, o maior artilheiro da história da Caldense
Em 2018, Mirandinha recebeu homenagem da Caldense como o maior artilheiro da história do clube

Poços de Caldas (MG) - Faleceu na noite desta terça-feira, 8, em Poços de Caldas, o maior artilheiro da história da Caldense, Mirandinha, aos 68 anos. 

O ex-jogador atuou como centroavante da Veterana de 1976 a 1980 e de 1989 a 1991 e marcou 95 gols em 307 partidas disputadas pela equipe.

Gláucio Rocha de Azevedo, nasceu em Varginha (MG) em 14 de agosto de 1956. Começou a se destacar no futebol em Poços de Caldas, onde participou de um campeonato regional no campo do Santa Rosália. Sua atuação chamou a atenção do técnico Mané da Pinta que o trouxe para defender a Caldense.

Recebeu o apelido de Mirandinha pela semelhança com o craque do São Paulo. Treinou por cerca de três meses no juniores e logo já estreou no profissional, em março de 1976. 

Em sua primeira temporada já marcou 22 gols e foi peça fundamental na conquista do Campeonato Mineiro do Interior e do Torneio Incentivo. 

Rapidamente, ganhou a posição de Cafuringa, então centroavante titular absoluto, e se tornou ídolo da torcida. 

Seus gols foram eternizados na voz do narrador Lázaro Walter Alvisi, que a cada comemoração ecoava o bordão: “Miranda, Mirandinha, vamos todos Mirandar!”. 

Nas temporadas seguintes continuou sendo decisivo e marcou diversos gols memoráveis, o principal deles de cabeça no empate em 1x1 com o Internacional (RS) pelo Brasileirão de 1979, que foi campeão invicto daquele ano e a Veterana foi um dos poucos times a arrancar um empate do time de Falcão, Benítez, Mauro Galvão e companhia. 

O gol lhe rendeu o prêmio Bola de Ouro, ofertado pela Rádio Cultura e entregue pelo locutor esportivo Galvão Bueno, convidado de honra do evento.

Mirandinha teve longa carreira por times tradicionais. Defendeu Bangu (RJ), Ferroviária (SP), Juventus (SP), Joinville (SC), Náutico (PE), Juventude (RS) e teve experiência no futebol internacional, no Panathinaikos da Grécia. 

Por onde passou deixou sua marca e anotou muitos gols. Tinha um chute letal e um cabeceio preciso, inclusive brincava dizendo que “tinha até a testa calejada de tanto treinar cabeceio”. 

Retornou à Veterana em 1989 e permaneceu até 1991, novamente balançando as redes diversas vezes. Após pendurar as chuteiras, teve escolinha de futebol em Poços, depois se mudou para o Rio de Janeiro para trabalhar no Bangu e, quando aposentou, retornou a Poços, a cidade onde escolheu viver. 

Em 2018, foi homenageado pela Caldense com um troféu por ser o maior artilheiro da história da Veterana, em evento na sede social do clube e em 2024 homenageado com uma placa pelo departamento de futebol master em jogo amistoso no Ronaldão.

Mirandinha vinha enfrentando problemas de saúde nos últimos anos, mais recentemente uma cirrose hepática. 

Estava com dificuldades de locomoção devido ao desgaste da cabeça do fêmur. Foi encontrado desacordado na manhã desta terça-feira no local em que estava morando. 

Foi socorrido por uma ambulância e levado a uma unidade de atendimento, mas não resistiu. O corpo será velado nesta quarta-feira, 9, a partir das 8h no Velório Municipal e o sepultamento será às 16h30 no Cemitério Parque.

A Associação Atlética Caldense manifestou os mais sinceros sentimentos de pesar a amigos e familiares pelo falecimento de Mirandinha. "É uma perda irreparável que deixará uma lacuna na história alviverde. Seu nome está gravado para sempre na trajetória do clube", diz nota do clube.

Confira abaixo entrevista concedida por Mirandinha a Renan Muniz.


 

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