Justiça autoriza corte de árvores e sequência de revitalização

Prefeitura terá que cumprir contrapartidas

Ago 22, 2025 - 12:23
Justiça autoriza corte de árvores e sequência de revitalização
Nesta etapa da intervenção, 20 árvores serão transplantadas e 47 serão removidas na Avenida João Pinheiro (foto: Poços Com Árvores)

Poços de Caldas (MG) - A Prefeitura iniciou nesta semana a segunda fase da reposição de árvores na Avenida João Pinheiro, dentro do projeto de revitalização da via. Nesta etapa, 20 árvores serão transplantadas e 47 removidas.

Em contrapartida, está prevista a introdução de aproximadamente 100 novas mudas de ipês-amarelos, já com porte bem desenvolvido. 

O trabalho contempla ainda novo calçamento, instalação de bancos, lixeiras e paisagismo seguindo os mesmos padrões já implantados nos quarteirões revitalizados anteriormente.

Retirada de plantas
Na semana passada, as equipes realizaram a retirada das plantas simbióticas, como orquídeas e bromélias, que estavam fixadas nas árvores. 

Agora, está sendo feito o transplante das espécies possíveis de readequação para outros locais. Na sequência, será realizada a remoção das árvores mais antigas, muitas delas com risco de queda, garantindo maior segurança para quem circula pela principal via da cidade. 

Segundo a Prefeitura, o projeto prevê a substituição por um número maior de árvores do que já existia no local, sempre com espécies adequadas ao espaço urbano, valorizando o paisagismo e proporcionando mais sombra na avenida.

Reunião
O prefeito Paulo Ney (PSDB) se reuniu nesta semana com integrantes das ONGs Planeta Solidário e Poços Com Árvores para apresentar os detalhes da segunda fase da revitalização da Avenida João Pinheiro.

Durante o encontro, foram discutidos os próximos passos do projeto, que busca melhorar a infraestrutura, mobilidade e paisagismo da via, promovendo mais qualidade de vida para a população. 

A continuidade das obras de requalificação urbana na Avenida João Pinheiro e na Avenida Mansur Frayha foi autorizada após acordo homologado em audiência realizada na 4ª Vara Cível da Comarca de Poços de Caldas, conduzida pelo juiz Carlos Alberto Pereira da Silva. 

"A questão final que argumentamos é de que qualquer trabalho e dinheiro gastos naquela margem do ribeirão, sem que se tenha decidido o que fazer com o monotrilho, serão jogados fora, já que para reativar ou demolir a estrutura, será necessário o uso de máquinas pesadas que certamente destruirão o novo paisagismo", diz a ONG Poços Com Árvores.  

Apesar do alerta, a ONG aponta que a Prefeitura decidiu continuar com a revitalização. 

"Pelo jeito, o Monotrilho será mais uma vez empurrado para a frente. Essa é uma oportunidade única para que a cidade dê finalmente um destino ao Mono-trilho, que está abandonado há décadas", completa a ONG.

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