Editorial 28/01/26

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28 Jan, 2026 - 11:21

Mudanças em linhas de ônibus é resposta às demandas dos usuários

Após um período de frequentes cobranças por parte dos usuários do transporte coletivo, a Floramar e a Secretaria Municipal de Segurança Pública e Mobilidade Urbana confirmaram uma série de alterações nas linhas de ônibus a partir deste domingo, 1º. 

Desta maneira, diante de tantas reclamações, o sistema de transporte coletivo começa a vislumbrar um cenário de maior previsibilidade e respeito ao cidadão que depende dos ônibus. 

O anúncio conjunto de melhorias nos quadros de horários de diversas linhas - incluindo trajetos importantes como São Bento/Santa Tereza (R115), Vila Matilde (R103) e Jardim Esperança (R104) - indica que, enfim, a Prefeitura e a concessionária resolveram encontrar a sintonia necessária para atender às demandas represadas da população. 

A autorização dada pela Secretaria Municipal de Segurança Pública e Mobilidade Urbana para a ampliação e ajuste desses horários é uma resposta política e social às demandas. 

Nos últimos anos, em especial após o fim da pandemia, a pontualidade e a redução de linhas e de veículos disponíveis foram o calcanhar de Aquiles do sistema, gerando transtornos para quem precisa chegar ao trabalho ou à escola. 

Ao readequar saídas estratégicas, como o ajuste na linha Represa Bortolan (R335) e o reforço em horários de pico na linha Santa Augusta (R301), o poder público exerce seu papel de fiscalizador e a empresa demonstra disposição não apenas em faturar, mas em cumprir sua função social com mais eficiência. 

As mudanças, que passam a valer a partir de fevereiro, abrangem um leque variado de bairros, da Estância São José (R226) ao Dom Bosco (R224), atendendo regiões mais populosas da cidade. 

Mais do que novos números em uma tabela, o que se espera é que essa regularização traga de volta a confiança do passageiro no serviço, o que, convenhamos, estava abalada nos últimos tempos. 

Ainda há um longo trajeto para a excelência total na mobilidade urbana, mas não há dúvidas de que era preciso dar um passo inicial. 

O diálogo entre o poder público e a concessionária parece ter saído da inércia, priorizando o que realmente importa: o tempo de quem espera no ponto. 

Que este seja o primeiro de muitos ajustes que visem não apenas o equilíbrio econômico do contrato, mas, primordialmente, o bem-estar de quem faz a cidade girar.

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