Editorial 25/08/25
Zerar a fila na saúde é apenas golpe de marketing
A saúde pública é a maior demanda da população, e é natural que a sociedade cobre do poder público respostas e soluções.
Nesta semana, aconteceu a aprovação de um requerimento do vereador Marcus Togni (Republicanos), que evidencia a falta de clareza nas informações da Prefeitura sobre as filas de espera.
A demora em consultas e exames especializados, com mais de 21 mil procedimentos aguardando, revela um problema crônico.
O que preocupa ainda mais é a resposta evasiva da gestão municipal, que se limita a justificar a situação sem apresentar dados concretos ou planos eficazes para resolver o problema.
A menção ao “absenteísmo” dos pacientes é um ponto válido, mas não pode servir de desculpa para a ausência de uma gestão transparente e eficiente.
Não basta dizer que há um empenho em buscar "alternativas". O que a população espera é saber quais são essas alternativas, como estão sendo implementadas e qual o prazo para que os resultados apareçam.
A falta de informatização e a descentralização do controle das filas geram uma nebulosa que pode comprometer a equidade no acesso aos serviços, abrindo brechas para a desorganização e até mesmo para a prática do "fura-fila".
Vale ressaltar que esta gestão que está no comando da Prefeitura, há exatamente um ano, falava pelos quatro cantos da cidade que a saúde estava bem e que o programa Saúde Fila Zero era um sucesso.
Tudo não passou de conversa fiada para convencer o eleitor. Não existe fila zerada na saúde. Zerar a fila é praticamente impossível, pois a demanda é sempre ampliada.
Por conta disto, é desonesto usar de maketing para falar para a população que a fila está ou será zerada.
É fundamental que a Prefeitura mude sua postura e responda de forma objetiva, detalhando as ações, os recursos disponíveis e os prazos para resolver a situação.
A saúde não pode ser tratada com generalizações e justificativas vagas, como a atual gestão tem feito nos últimos tempos.
Qual é a sua reação?




