Editorial 22/10/25

Out 21, 2025 - 23:50
Editorial 22/10/25

Postura da gestão municipal amplia clima de confronto

O cenário político em Poços de Caldas chegou a um nível nunca antes visto na história da estância que está prestes a completar 153 anos de fundação. Nível baixo, diga-se de passagem. 

A administração municipal tem adotado uma postura beligerante que, longe de ser isolada, parece refletir uma estratégia de confronto e desqualificação de seus opositores. 

No entanto, essa tática de usar o sistema e o poder contra os desafetos não encontra mais o silêncio de outrora. 

A recente aprovação de uma Moção de Repúdio pela Câmara Municipal contra o vice-prefeito Eduardo Januzzi (Novo) é um marco. 

Nunca na história de Poços de Caldas um ocupante deste cargo havia recebido uma Moção de Repúdio, que apesar de não ter efeitos práticos, carrega grande simbolismo político. 

O documento critica veementemente as declarações de Januzzi, que classificaram ações do Ministério Público e do Poder Judiciário, em especial do promotor Glaucir Antunes Modesto e do juiz Edmundo José Lavinas Jardim, como "decisões políticas" e "perseguição". 

A Câmara acertadamente enxerga nisso um grave desrespeito às instituições democráticas e à separação dos Poderes. 

Os vereadores foram além, destacando que a conduta do vice-prefeito não é um fato isolado, mas sim um reflexo de uma "postura reiterada da atual gestão". 

Isso inclui desde declarações de "baixo calão" do prefeito contra a imprensa logo após a vitória em 6 de outubro de 2024 até a ação judicial de um secretário contra veículos de comunicação e o Sindicato dos Servidores Públicos após ser acusado de praticar assédio moral. 

Quando se achava que nada mais grave poderia acontecer, surge a revelação do uso de um perfil falso no Instagram pelo secretário de Turismo, Arison Siqueira, para atacar anonimamente opositores. 

Vale lembrar que o secretário em questão foi homenageado pela gestão anterior com a Comenda Dom Pedro II, que reconhece personalidades que ajudaram no desenvolvimento da cidade. Uma honraria que, no caso dele, deveria ser revogada. 

Todos esses métodos corroem a ética pública e a transparência da atual gestão, que prefere criar inimigos imaginários, como se estivesse em uma fábula quixotesca, ao invés de encarar de frente os reais problemas da cidade. Que por sinal, infelizmente, são muitos.

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