Ordem do Dia 03/07/26

Marco Antônio Andere Teixeira faz uma breve análise sobre fatos do dia

3 Jul, 2026 - 11:01
Ordem do Dia 03/07/26

O vídeo divulgado por Michelle Bolsonaro, atacando Flávio Bolsonaro, tem gerado espécie. Com comentários de diferentes perspectivas.

Quanto à forma, não teria sido amadora. Longe disso. De vídeo doméstico não teria nada: houve cuidadosa produção.

O mesmo quanto ao conteúdo: texto bem estruturado, apresentado com requintes profissionais.

Pelo visto, Michelle desabrochou como animal político - mas com fundamento religioso. Eis o busílis. 

Os principais críticos de Michelle, cuja postura quase "defende" Flávio Bolsonaro dos ataques sofridos, seriam de esquerda. Homessa! Como seria possível?

Acontece que Michelle teria um projeto religioso fundamentalista. Seria adepta de um futuro Estado Teocrático.

E ela, pessoalmente, faria as vezes de um "Talibã" evangélico. Tendo pastores como verdadeiros "aiatolás". Grave.

Algumas das maiores violências cometidas pela humanidade tiveram como fundamento a intolerância, especialmente a religiosa.

Mesmo as violências ideológicas têm algo em comum com as de tipo religioso: o fundamentalismo.

Que se aplica, também, ao terrorismo. Seria esse o contexto contido no discurso de Michelle.

Por essa razão, a esquerda vê em Michelle um "mal maior", comparativamente ao bolsonarismo.

Se o golpismo dessa turma tentou sequestrar o poder, a proposta de Michelle visa o poder absoluto - para sequestrar nossas almas.

Os modelos desse tipo de Estado seriam o Irã, ou mesmo a Coréia do Norte, ideologicamente fundamentalista.

Alguns analistas vão nesse sentido. E parece que essa visão teria procedência. Muito grave.

Uma das postagens, críticas a Michelle, reproduz parte de um discurso, proferido pela mulher.

Numa espécie de comício, Michelle desenvolve seu argumento fundamentalista, seduzindo os ouvintes também com sua beleza. Um perigo.

Alguns poderiam supor que Michelle não teria alcance histórico, de modo a compreender que o "mal" ao qual se refere seria representado por ela própria. Mas isso seria especulação.

De fato, ao romper com Flávio, Michelle se coloca como alternativa ao bolsonarismo vigente.

Uma alternativa religiosa fundamentalista, do tipo que pratica as piores barbaridades. Ao final, seria esse o resultado.

* Marco Antônio Andere Teixeira é historiador, advogado, cientista político (UFMG), pós-graduado em Controle Externo (TCEMG/PUC-MG), Direito Administrativo (UFMG) e Ciência Política (UFMG). E-mail: marcoandere.priusgestao@gmail.com 

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