Editorial 11/09/25
Articulação evita abertura da terceira CPI do ano
A articulação do Executivo nesta semana evitou a abertura da terceira Comissão Parlamentar de Inquérito do ano na Câmara Municipal, o que ocasionaria uma incômoda média de uma CPI aberta a cada três meses de gestão.
Sem dúvida, um número que pode parecer exagerado, mas que sinaliza que existe um claro problema de transparência nesta gestão, que inclusive, renomeou a Secretaria de Comunicação Social para Secretaria de Transparência e Comunicação.
Por enquanto, para inglês ver. Basta acompanhar as sessões da Câmara Municipal para constatar que as reclamações sobre falta de informações ou informações insuficientes tem incomodado tanto vereadores situacionistas quanto oposicionistas.
No casos dos pedidos de abertura de CPIs na Câmara, como são necessárias as assinaturas de pelo menos cinco vereadores, o único recurso para barrar a instalação dessas comissões é convencer os edis com algum argumento realmente convincente.
Foi o que aconteceu na terça-feira, quando secretários foram à Câmara conversar com os vereadores proponentes da abertura da nova CPI.
Os argumentos foram até então convincentes: as devidas explicações, já cobradas anteriormente por vereadores, ainda não tinham sido dadas de forma concreta porque estava sendo elaborado um relatório sobre o sumiço de R$ 33 milhões das contas do Fundeb.
O secretário Alexandre Lino se comprometeu a entregar o relatório até a próxima segunda-feira pela manhã.
Apesar do tempo ser curto, é possível que os vereadores analisem a resposta e, dependendo do que acharem, decidam por encerrar de vez ou pedir a abertura da CPI antes do término do protocolo de requerimentos para a sessão do dia seguinte.
A pergunta que se faz é a seguinte: por que o Executivo não se empenhou para dar o mesmo tipo de satisfação e evitar a abertura das CPIs dos Serviços Funerários e do Centro Administrativo?
Será que o Executivo teme que a má repercussão entre os profissionais da Educação cause mais danos à já arranhada imagem da atual gestão?
Qualquer que seja a resposta, o fato é que a Administração Municipal vai precisar explicar onde estão os R$ 33 milhões que deveriam constar nas contas do Fundeb.
Qual é a sua reação?




