Editorial 08/07/25

Confira a opinião de hoje do Jornal da Cidade

Jul 8, 2025 - 09:39
Editorial 08/07/25

Revitalização de calçadas: uma novela que se estende

A revitalização das calçadas do Centro de Poços de Caldas, uma obra de grande impacto na rotina da cidade, caminha para uma conclusão que que não se tem certeza quando irá ocorrer. 

Com a data contratual prevista para 6 de setembro de 2025, a prorrogação do prazo desde o início das intervenções tem sido justificada por uma série de fatores, como a complexidade de execução em áreas de alta circulação, as intempéries climáticas e os períodos festivos. 

No entanto, a paciência de comerciantes e pedestres começa a se esgotar diante dos transtornos e da demora. 

Apesar das notificações e sanções já aplicadas à empresa responsável por atrasos e falhas, e de um contrato que já totaliza mais de R$ 6 milhões com aditivos para serviços extras e complementares, ainda não há um cronograma oficial atualizado da obra por trecho ou rua. 

Isso dificulta o planejamento e a adaptação, especialmente de comerciantes dos trechos incluídos na revitalização. 

Enquanto a Prefeitura afirma que as obras são fiscalizadas periodicamente e que medidas para mitigar esses transtornos ao comércio foram tomadas, a população anseia para que as obras sejam, enfim, finalizadas. 

Outro ponto de constante polêmica são os canteiros laterais das esquinas. Desde sua conclusão, esses espaços geram discussões sobre sua funcionalidade e estética. 

A principal crítica é quanto ao estreitamento das vias e a eventual dificuldade de veículos de grande porte, como ônibus, fazerem conversões. 

Isso para não falar dos ralos para ecoamento da água pluvial. No período chuvoso, já deu para ver que não deu certo e foi preciso instalar outros, mais largos. Uma obviedade que inacreditavelmente não foi observada durante a implantação. 

Também gera polêmica os trechos não incluídos no projeto. Segundo a Prefeitura, as ruas e calçadas não contempladas deverão sofrer notificações através da Secretaria Municipal de Serviços Públicos para que os proprietários façam as manutenções necessárias. 

A pergunta que fica é a seguinte: porque os proprietários de trechos contemplados são beneficiados com a revitalização completa das calçadas, enquanto quem está de fora do projeto deve fazer reparos com recursos próprios? Não há uma só justificativa por parte da Prefeitura que satisfaça quem ficou de fora. 

A verdade é que só será possível avaliar se a promessa de acessibilidade, com a instalação de pisos táteis e rampas conforme as normas da ABNT, e as melhorias estéticas - como os polêmicos canteiros e o novo piso que se suja facilmente - realmente valeram a pena, quando a obra for finalmente concluída. 

E essa conclusão ainda não dá para cravar exatamente quando irá acontecer.

Qual é a sua reação?

like

dislike

love

funny

angry

sad

wow